Um homem indiano desenterrou o corpo de sua irmã e o levou para uma agência bancária para provar que ela estava morta depois de ter sido recusado o acesso à sua conta sem uma certidão de óbito, disse o credor.
Jitu Munda, de uma comunidade tribal reconhecida constitucionalmente no estado oriental de Odisha, foi a uma agência do Indian Overseas Bank na segunda-feira para sacar dinheiro da conta de sua falecida irmã.
Mas funcionários do banco lhe disseram que “saques de terceiros não são permitidos sem a devida autorização”, disse o credor na terça-feira.
Irritado por ter sido rejeitado por não ter a certidão de óbito dela, Munda voltou à agência carregando os “restos humanos” de sua irmã, que havia sido enterrada dias antes, disse o banco.
As redes de televisão transmitiram imagens de Munda carregando o que parecia ser um cadáver parcialmente embrulhado em plástico, com pernas esqueléticas visíveis e penduradas no ombro.
“Isso criou uma situação altamente angustiante nas instalações”, disse o banco.
Acrescentou que o incidente resultou de uma “falta de consciência” e da falta de vontade do indivíduo em seguir os procedimentos.
“A reclamação será resolvida com prioridade, uma vez apresentada a certidão de óbito”, acrescentou.
O registro de nascimentos e óbitos é obrigatório na Índia. Mas persistem lacunas na documentação, especialmente nas zonas rurais, deixando muitas famílias sem certificados formais.