O governador vinculou o avanço do setor ao planejamento, infraestrutura e parcerias com empresas

O governador Eduardo Riedel (PP) disse nesta quinta-feira (28), em Bonito, que a transformação industrial de Mato Grosso do Sul é resultado de planejamento, estratégia e alinhamento entre o poder público, a iniciativa privada e os poderes instituídos. A afirmação foi feita durante o MS Summit Business Forum, evento que reúne empresários, executivos, autoridades e presidentes de federações industriais do país. A expectativa é que o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça também participe do evento.

O governador Eduardo Riedel disse durante o Fórum Empresarial MS Summit, em Bonito, que a transformação industrial de Mato Grosso do Sul é resultado de planejamento e parcerias entre o poder público e o setor privado. Organizado pela FIMS, CNI e governo do estado, o evento revelou que a indústria gera um em cada quatro empregos formais no estado e registrou exportações recordes de US$ 7,81 bilhões em 2025 com produtos embarcados para 153 países.

Riddell chegou ao encontro após o almoço e aproveitou a presença de representantes da indústria nacional para defender o modelo adotado pelo Estado nos últimos anos, baseado no investimento em infraestrutura, nas políticas governamentais voltadas à concorrência e no relacionamento com o capital privado.

“Acho que tudo o que vivemos em Mato Grosso do Sul, em termos de transformação industrial, foi direcionado na mesma direção, com planejamento, estratégia e acima de tudo, harmonia entre os poderes e entre o público e o privado”, disse o governador.

Segundo ele, o papel do governo é criar um ambiente onde as empresas tenham segurança nos investimentos. “As políticas públicas são a confiança, a concorrência, a capacidade de investir em infraestruturas e a indústria responde”, acrescentou.

O Fórum Empresarial MS Summit é organizado pela Fiems (Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul), CNI (Confederação Nacional da Indústria) e governo do estado. Durante dois dias, o bonito deixou de ser apenas um cartão postal de ecoturismo e virou uma exposição econômica com debates sobre os rumos do Mato Grosso do Sul e da indústria brasileira.

Para Riedel, trazer líderes do setor de todo o Brasil para Mato Grosso do Sul ajuda a apresentar o que chama de “modelo” de desenvolvimento para o estado. O governador disse ainda que o evento abre portas para novos investimentos privados.

“Trouxe o Brasil inteiro para cá. É muito importante conhecer um pouco do nosso modelo, de tudo que fizemos e, ao mesmo tempo, abrir as portas para o capital privado entrar e participar dessa trajetória de crescimento”, disse.

Segundo o governador, o desenvolvimento económico também deve ser medido pela sua capacidade de gerar rendimento e melhorar a vida das pessoas. “O desenvolvimento é uma oportunidade de emprego, de renda e de dignidade humana, quando aliado à educação. É uma fórmula muito poderosa para aumentar a renda e para que as pessoas se libertem, às vezes, das dificuldades que existem na nossa trajetória”, afirmou.

O evento começou pela manhã com palestras do presidente da FIMS, Sergio Longen, e do presidente da CNI, Ricardo Alban. Longzen destacou a integração regional como ferramenta para o avanço industrial, enquanto Alban defendeu as federações estaduais e o relacionamento das entidades nacionais com as empresas locais.

Durante a abertura, o encontro também apresentou informações sobre a economia de Mato Grosso do Sul. Segundo a entidade, um em cada quatro empregos formais no estado é gerado pela indústria. Em 2025, o setor bate recorde de exportações com faturamento de US$ 7,81 bilhões e produtos embarcados para 153 países.

O fórum também discutiu a expansão de setores estratégicos, como celulose, bioenergia e segurança alimentar, áreas que potencializam a projeção nacional de Mato Grosso do Sul. Outra coisa a mencionar é a meta do estado de neutralizar as emissões de gases de efeito estufa até 2030.

O economista e diplomata Marcos Troyjo, ex-presidente do NDB (Novo Banco de Desenvolvimento), Banco BRICS, fez o discurso de abertura. Ele avaliou que a indústria brasileira vive um momento de mudança histórica, em um cenário global menos ditado pela globalização extensiva e caracterizado pela geopolítica, pela segurança econômica e pela reestruturação das cadeias produtivas.

Troyjo também destacou oportunidades para o Brasil na combinação da agricultura e da indústria, especialmente dada a demanda global por alimentos. No entanto, alertou para os obstáculos internos, como a elevada carga fiscal e a dependência excessiva da dívida para financiar as empresas.

A programação segue até sexta-feira (29) em Bonito, com reunião dos presidentes da Federação Brasileira das Indústrias.

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