Casal morre por feminicídio e família doa órgãos para MS

Capital

Familiares aprovam procedimento após feminicídio e suicídio

Por Gabi Senciarelli | 30/07/2026 14:53

Corpos de Terezinha Nantes e Joel Escocio são colocados juntos em carro funerário (Foto: Maya Severino)

A tragédia que culminou com as mortes de Terezinha Nantes de Arruda, de 54 anos, e de Joel Escocio Carvalho, de 59, pode representar uma nova chance de vida para outras pessoas. Em luto, os familiares concordaram em doar os órgãos do casal.

Familiares do casal, Terezinha Nantes de Arruda, 54, e Joel Escocio Carvalho, 59, deram consentimento para doação de órgãos após o feminicídio da última segunda-feira em Campo Grande. O caso investigado pela DIM eleva para 16 o número de vítimas de feminicídio no Mato Grosso do Sul em 2026. Therezinha deixa dois filhos, uma neta e pais idosos.

A decisão foi tomada após o suicídio de uma mulher na última segunda-feira (27) em Campo Grande Travesa Omega. O filho do casal, profundamente abalado, prefere não falar publicamente.

Terezinha foi morta a facadas na casa onde morava com Joel há décadas. Então ele tirou a própria vida.

Joel Escocio Carvalho e Therezinha Nantes de Arruda, sentados debaixo de uma árvore. Segundo o representante, o casal está junto há mais de 30 anos (Imagem: Raça/Rede Social)

Na terça-feira (28), familiares e amigos se despediram de Terezinha durante velório realizado no cemitério Parque das Primaveras. A vítima deixa dois filhos, uma neta e seus pais idosos. Pessoas próximas a ela lembram-se dela como uma mulher quieta e dizem que nunca imaginaram tal desfecho.

O caso é investigado pela DIM (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher). Com a morte de Terezinha, Mato Grosso do Sul chegou a 16 vítimas de feminicídio registradas em 2026.

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