A própria Ernestina Paisa já havia falado há algum tempo sobre um dos momentos mais difíceis que viveu na gestão do seu restaurante, quando viveu a morte de ambos os sócios em plena pandemia.
No meio do alvoroço pela morte de Ernestina Paisa, nome Um milhãoo restaurante que promoveu durante anos reaparece inevitavelmente ligado a uma história caracterizada por resistência, crise e dor.
Muito antes deste desfecho, a própria apresentadora já havia contado publicamente um dos capítulos mais difíceis da sua vida na gestão do projeto gastronômico: a perda de dois sócios em plena pandemia e a absoluta incerteza do futuro do restaurante.
“Muitas coisas aconteceram durante a pandemia“, resumiu em entrevista à rádio, referindo-se a um período em que as instalações estiveram praticamente paralisadas devido a restrições sanitárias e à paralisação total das operações.
Mas o impacto não foi apenas económico. No mesmo depoimento, Pais descreveu o impacto emocional que a equipe e o projeto tiveram.
“É puro sofrimento“, admitiu, lembrando a combinação de parto, crise de saúde e impossibilidade de manter um restaurante onde dezenas de pessoas trabalhavam normalmente.
Uma perda que marcou o antes e o depois
Nesse contexto, o apresentador também narrou um dos acontecimentos mais difíceis desse período: a morte de ambos os seus parceiros com meses de diferença, uma situação que deixou o projeto numa posição extremamente precária.
Um deles sobreviveu a uma doença pré-existente que se agravou durante a pandemia, enquanto a outra companheira, Silvina, morreu repentinamente de acidente vascular cerebral. Segundo o Pais, foi uma série de acontecimentos que superou todas as previsões possíveis.
Um restaurante totalmente sobrevivente
Enquanto a indústria gastronómica tentava adaptar-se aos protocolos e à abertura parcial, a Milion tentava manter a sua atividade com a maior estabilidade possível dentro do cenário de mudança.
Na altura, o Pais enfatizou a preservação dos empregos e evitar o encerramento das instalações. O restaurante funcionou com restrições, ventilação cruzada e protocolos rígidos na tentativa de sobreviver à crise sem precedentes.
“Se tivéssemos nos comportado mal com alguém, isso seria conhecido. Felizmente, conseguimos nos sustentar“, expressou, referindo-se aos esforços para manter o local operacional em condições extremas.
Ele também enfatizou o impacto social do projeto: “36 famílias vivem em um milhão”, frase que sintetizava a dimensão humana do restaurante.
Um futuro que permanece em tensão novamente hoje
Com a morte do líder, A história de um milhão entra em uma nova área de incerteza. O projeto, que já sofreu perdas significativas durante a pandemia, está mais uma vez sujeito à questão da sua continuidade.
Neste momento não há uma definição pública do seu futuro, mas o percurso destes anos deixa uma marca clara: Miljons não foi apenas um restaurante, mas um espaço atravessado por resistência, trabalho e uma série de golpes pessoais que a própria Ernestina Paisa havia contado rudemente em vida.






