Domingo, 26 de abril de 2026 – 15h30 WIB

GowaVIVA – O capitão do petroleiro Honor 25, Ashari Samadikun (33) foi feito refém por ladrões Somália junto com outros 16 tripulantes desde terça-feira, 21 de abril de 2026.


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O incidente com reféns ocorreu quando o navio navegava de Omã para a Somália. A família recebeu as primeiras informações por meio de uma mensagem de voz enviada diretamente por Ashari à sua esposa, Santi Sanaya (26).

“Na terça-feira, às 19h30 WITA, meu marido disse que seu navio foi atacado por piratas. Liguei para ele novamente, seu celular ainda estava ativo, mas ele não respondeu.


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Santi disse que a última comunicação ocorreu por videochamada à noite. Naquela época, a condição do marido ainda parecia boa, mas dizia-se que a situação no navio mudava dependendo da ameaça dos piratas.

Piratas somalis em ação há vários anos.

Foto:

  • REUTERS/Jason R. Zalasky/Marinha dos EUA/Divulgação


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“Ele disse que a situação era incerta. Se os piratas se sentissem ameaçados, a segurança da tripulação também seria afetada”, acrescentou.

Santi e as outras famílias ficaram ainda mais arrasadas, porque os tripulantes teriam recebido graves ameaças dos sequestradores.

“Sim, ele disse que se não fossem resgatados, seriam executados naquela noite. Ficamos muito arrasados”, disse ele.

Do total de 17 tripulantes do petroleiro Honor 25, quatro deles são cidadãos indonésios. Além de Ashari de Gowa, há Adi Faizal de Bulukumba, Wahudinanto de Pemalang e Fiki Mutakin de Bogor.

Embora o navio pertença a uma empresa estrangeira com sede nos Emirados Árabes Unidos, a família espera que o governo indonésio possa intervir para ajudar no processo de libertação dos reféns.

Até agora, disse Santi, não há clareza sobre o destino da tripulação. A empresa ainda estaria negociando com os piratas, mas não forneceu informações definitivas à família.

“Dizem que as negociações ainda estão em andamento, mas ainda não sabemos os resultados. Só nos resta esperar com ansiedade”, explicou.

A mãe da vítima, Siti Aminah (57), também sentiu profunda tristeza. Ele não pôde deixar de chorar ao se lembrar da figura de seu filho que era a espinha dorsal da família.

“Meu filho sempre diz para não pensar muito, mas ele é a espinha dorsal da família. Ele é muito bom com os pais e os irmãos mais novos. Estou muito triste”, disse ele suavemente.

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Sabe-se que Ashari navegou várias vezes, inclusive duas vezes na rota para a Somália. Ele acabou de concluir o treinamento de capitão de navio antes de retornar ao mar em janeiro passado e planeja voltar para casa após o término de seu contrato, no mês que vem.

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