Sessão ontem de manhã depois de um clima já calmo (Foto: Fernanda Palheta)

Quiprocó – A sessão desta quinta-feira (14) na ALEMS foi agitada por um clima de conflito eleitoral polarizado. O estopim foi uma resposta ao vazamento de áudios envolvendo o senador Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro, que o deputado estadual Pedro Kemp levou a depor.

ficar de pé- Kemp não conteve seu tom crítico e misturou ironia, sarcasmo e referências pop em seu discurso. Em um dos momentos mais comentados, ele comparou a situação à polêmica da marca Ypê e disse que “não haverá detergente suficiente” para limpar a candidatura do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro. No corredor, colegas classificaram o discurso como um verdadeiro stand-up político.

provocação – Mas o clima esquentou de vez após a reação do deputado Bolsonaro João Henrique Catan, que tentou refutar o discurso, mas foi para o lado pessoal ao relembrar um episódio antigo em que Kemp caiu em uma parada de trânsito e se recusou a respirar, indicando que o petista estava bêbado. A provocação atraiu resposta imediata de Kemp, que gritou exigências de limite ao debate. A discussão rapidamente tomou conta do plenário e exigiu a intervenção de outros deputados, incluindo aliados do PL, para evitar que a discussão saísse ainda mais do controle.

público animado – Desta vez, porém, o público não foi formado apenas por assessores e funcionários que circulavam pelos corredores. Estudantes de Direito acompanharam a sessão e se tornaram uma espécie de público involuntário do confronto. Risos, telefones celulares erguidos e reações a cada farpa trocada deram à atmosfera uma atmosfera mais próxima de um espetáculo político do que de uma típica sessão legislativa.

Acalme-se neste momento – Ao final, o presidente da Assembleia, deputado estadual Gerson Claro, tentou baixar a temperatura. Ele admitiu que as próximas eleições tornariam o debate mais tenso, mas pediu aos parlamentares que priorizem propostas e discussões úteis à população. Catan lança uma bomba em Kemp, recua e sai da sessão.

Dia de celebração – O governador do Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel, comemorou nesta quinta-feira (14) 32 anos de casamento com a primeira-dama Mônica Riedel. Nas redes sociais, os progressistas celebraram o casamento de Pine. “O casamento é a soma dos detalhes do cotidiano, caminhar lado a lado e escolher caminhar juntos”, escreveu ela. A agenda, porém, estava lotada. O governador dedicou quarta e quinta-feira à agenda interna, visitando sete cidades do Cone Sul do estado.

“Arquivado” – O MPMS arquivou a notícia de que a ALEMS investiga as denúncias de candidatos alegando prejuízos durante a aplicação de concurso público. Segundo o procurador Paolo Cesare Geni, o MPMS reconheceu que houve falta de energia. A falha começou em cinco salas e depois afetou outras 11, mas o órgão concluiu que não havia indícios de danos coletivos ou generalizados capazes de justificar o cancelamento do evento ou ação coletiva do Ministério Público.

baixo impacto – O MPMS constatou que foram tomadas medidas emergenciais durante a corrida, como abertura de janelas, uso de lanternas pelos fiscais e instalação de iluminação de emergência. O órgão também considerou dados apresentados pela Fundação Carlos Chagas, segundo os quais a média dos candidatos que realizaram o exame no IFMS foi superior à média geral do concurso, o que invalidaria a hipótese de prejuízo coletivo. Outro ponto destacado é que 487 candidatos serão afetados diretamente, o que equivale a 6,6% do total.

Somente Glock – A PCMS padronizou oficialmente as armas utilizadas pela corporação e aceitará exclusivamente pistolas calibre 9x19mm da fabricante Glock. Com esta decisão, as futuras aquisições de pistolas pela Polícia Civil ficam limitadas aos sistemas Glock. Em sua justificativa, a corporação afirma que a padronização busca reduzir custos, otimizar treinamentos e melhorar a integração operacional dentro das equipes.

padronização – A PCMS também menciona alinhamento técnico com a Polícia Federal, PRF e PCMT, que já utilizam o mesmo sistema. Segundo a portaria, a utilização de uma plataforma única de armas garante “maior segurança jurídica e operacional” e reduz o custo de instrução e treinamento dos policiais.

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