Devido ao abandono, Prefeitura de Campo Grande, administração do local em 2025
Dois anos depois de o ex-diretor da organização não-governamental Miacat ter sido preso por suspeita de maltratar centenas de animais mantidos na antiga sede da entidade, no bairro Coronel Antonino, o tribunal determinou sanções financeiras urgentes contra a associação e o ex-diretor, que atualmente se encontra sob sanções judiciais.
Um tribunal de Mato Grosso do Sul determinou a apreensão de bens e contas bancárias da ONG Miacat e de seu ex-diretor, presos em 2024 por abuso de animais em Campo Grande. O tribunal acatou o pedido do Ministério Público para pagar as despesas da Prefeitura com os 123 animais resgatados. 16 morreram de doença e 66 morreram de atos criminosos ou brigas. Os demais foram adotados.
A 1ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul acatou, por unanimidade, pedido do Ministério Público Estadual para bloqueio de bens e valores da entidade, se houver. O incidente veio à tona em abril de 2024, quando o local foi relatado.
Na altura, pensava-se que pelo menos 500 animais, entre cães e gatos, partilhavam o espaço, mas o processo indicava que cerca de 200 eram mantidos em condições insalubres, sujas, enjaulados e sem quaisquer cuidados de saúde ou alimentação, levando à morte de dezenas deles.
O ex-zelador foi preso na época e, no ano passado, não era mais responsável por sua vida civil, passando a ser supervisionado por familiares. Eles agora precisam responsabilizar o processo.
Estando abandonado, a Prefeitura de Campo Grande, também em 2025, assumiu a administração do local e os cuidados (123), testagem, limpeza frequente, vacinação e alimentação dos animais sobreviventes. O Ministério Público argumentou que essas despesas diárias pesavam no erário público com valores que não estavam previstos no orçamento municipal, retirando dinheiro que deveria ser aplicado em outras áreas da administração municipal.
A decisão judicial prevê ainda a recolha e bloqueio de bens móveis que tenham preço de venda e que permaneçam na sede da associação, os quais serão tombados e avaliados por oficial de justiça para futura alienação. Ao mesmo tempo, foi ordenado o confisco imediato do dinheiro das contas bancárias da Mia Cat Society e do seu responsável legal.
A execução hipotecária do banco foi limitada ao valor estimado que o conselho municipal estimou que gastaria para abrigar temporariamente os animais. O dinheiro arrecadado com a venda do imóvel e a conta congelada será depositado em conta aberta pela Justiça e anexada ao processo. O objetivo é garantir que, ao final da obra e quando não houver mais recursos disponíveis, a Prefeitura receba de volta o dinheiro gasto e seja prevista uma compensação financeira pelo prejuízo para a sociedade.
O que aconteceu com os animais? – Relatórios da Prefeitura mostram que 123 deles estavam no abrigo quando ele acolheu os cães e gatos. Foram realizadas operações de limpeza em todo o recinto, bem como exames laboratoriais, administração de medicamentos e profilaxia. Infelizmente, muitos tiveram que ser sacrificados – 16 – porque tinham leishmaniose ou leucemia.
Segundo o município, outros 66 animais morreram em decorrência de ações criminosas, cuja investigação está a cargo da Decat (delegacia especializada em repressão de crimes ambientais e assistência turística), ou brigas entre eles. A maioria dos animais restantes foram adotados.







