Quinta-feira, 23 de abril de 2026 – 19h50 WIB

Teerã, VIVA – As tensões nas vias energéticas mais vitais do mundo estão a aumentar. Após ataques mútuos e bloqueios navais, Irã agora deu um passo ousado ao capturar navios estrangeiros em Estreito de Ormuzquinta-feira, 23 de abril de 2026.


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Esta medida ocorreu no meio de uma frágil situação de cessar-fogo entre o Irão e os Estados Unidos, que na verdade foi marcada por intercepções mútuas no mar. O Estreito de Ormuz, que há muito é conhecido como a “veia” da distribuição global de energia, transformou-se agora numa arena para lutas pelo poder militar.

O Estreito de Ormuz: uma passagem estreita, impacto global


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O Estreito de Ormuz é uma passagem estreita que liga o Golfo Pérsico ao Mar da Arábia. Embora tenha apenas cerca de 39 quilómetros de largura no seu ponto mais estreito, esta via navegável transporta cerca de 20% do comércio mundial de petróleo e gás.

Desde o início de Março, o Irão, através dos seus Guardas Revolucionários (IRGC), declarou que controla totalmente o tráfego de navios na área. Isso significa que todo navio que passar deverá obter permissão.


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O Irã argumentou que, como parte do estreito está dentro das suas águas territoriais e de Omã, ele tem o direito de regular o tráfego. No entanto, esta medida suscitou preocupação global porque tinha o potencial de perturbar o fornecimento mundial de energia.

Dos sistemas pagos à captura de navios

Inicialmente, o Irão apenas restringiu navios de países que considerava inimigos, como os Estados Unidos e os seus aliados. Navios de outros países ainda podem passar, desde que sigam o sistema de verificação, e até mesmo terão que pagar um “pedágio” em alguns casos.

Contudo, a situação mudou drasticamente depois de os Estados Unidos terem imposto um bloqueio naval aos portos iranianos em 13 de Abril. Desde então, o controlo do Irão aumentou.

O pico ocorreu em 22 de abril, quando o Irã capturou dois navios cargueiros estrangeiros e abriu fogo contra outro navio que tentava sair do Estreito de Ormuz. Segundo relatos, os navios foram considerados como tendo violado os regulamentos porque não coordenaram com as autoridades iranianas.

Um dos navios capturados foi o MSC Francesca, de bandeira do Panamá, enquanto o outro navio foi o Epaminondas, de propriedade de uma empresa grega. Mesmo tendo sido baleados, toda a tripulação estava segura.

Retaliação pelo bloqueio dos EUA

Os passos do Irão não podem ser separados das ações anteriores dos Estados Unidos. Poucos dias antes do incidente, os militares dos EUA dispararam e apreenderam um navio porta-contêineres de bandeira iraniana chamado Touska, no Mar da Arábia.

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Washington classificou a ação como parte da aplicação de sanções. Mas Teerã condenou isso como “pirataria”.

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