O dólar comercial foi cotado nesta quarta-feira (17) em alta de 0,42%, a R$ 5,1076, enquanto o Ibovespa caiu 0,70% e encerrou a sessão aos 168.454 pontos. Os mercados financeiros concentraram-se nos desenvolvimentos do acordo de paz entre os americanos e os iranianos, bem como nas decisões sobre taxas de juro por parte dos bancos centrais do Brasil e dos Estados Unidos.
O dólar foi cotado nesta quarta-feira (17) em alta de 0,42%, a R$ 5,1076, enquanto o Ibovespa caiu 0,70%, fechando aos 168.454 pontos. A “Super Quarta” chamou a atenção com o Fed mantendo os juros entre 3,50% e 3,75% ao ano e reduzindo a taxa Selic do Copom para 14,25%. As negociações entre os EUA e o Irã, um memorando de paz envolvendo o Estreito de Ormuz, também pesaram no mercado.
A chamada “Super Quarta-feira”, quando o COP (Comitê de Política Monetária) e o Fed (Federal Reserve), banco central dos Estados Unidos, publicam suas decisões sobre taxas de juros, afeta o comportamento dos investidores ao longo do dia.
Nos EUA, o FOMC (Federal Open Market Committee) mantém taxas de juros entre 3,50% e 3,75% ao ano. A decisão marcou a primeira reunião sob o comando de Kevin Warsh, indicado pelo presidente Donald Trump (republicano) para liderar o Fed. No Brasil, o Copom confirmou redução de 0,25 ponto percentual na taxa Celic, que passou para 14,25% ao ano.
Além da política monetária, os investidores acompanharam as negociações entre os Estados Unidos e o Irão. Os dois países anunciaram um memorando de entendimento para pôr fim ao conflito que eclodiu nos últimos dias. O acordo inclui medidas como um novo cessar-fogo, a reabertura do Estreito de Ormuz e compromissos relacionados com o programa nuclear do Irão.
Apesar dos avanços diplomáticos, o presidente Trump disse que o entendimento ainda não estava finalizado e que novas negociações ocorreriam antes da formalização final do acordo.
No acumulado da semana, o dólar ganhou 0,90%. No mês, a valorização atingiu 1,29%. No ano, a moeda norte-americana caiu 6,94%.
O Ibovespa perdeu 1,73% na semana e 3,23% em junho. Em 2026, o principal índice da bolsa brasileira ainda apresenta valorização de 4,38%.





