O texto aprovado na Câmara recebeu 6 votos favoráveis ​​de parlamentares de Mato Grosso do Sul

Movimentação no plenário da Câmara durante a votação do texto. (Foto: Kayo Magalhas/Agência Câmara)

A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (12), em Brasília, o texto-base do projeto que amplia restrições a condenados por crimes sexuais contra crianças e adolescentes. A proposta recebeu apoio de seis deputados federais de Mato Grosso do Sul e impede que presidiários frequentem escolas, playgrounds e outros locais com presença principal de menores de 14 anos.

A Câmara dos Deputados aprova texto-base de projeto que amplia restrições a condenados por crimes sexuais contra crianças. Além de proibir a comunicação digital com o grupo, a proposta também proíbe a visitação a escolas, parques e locais onde estejam presentes menores de 14 anos. Seis deputados de Mato Grosso do Sul votaram a favor. A votação foi marcada por divergências sobre uma emenda do Partido Novo.

Os deputados federais Vander Loubet (PT), Camila Zara (PT), Dagoberto Nogueira (PP), Geraldo Resende (União Brasil), Marcos Pollon (PL) e Rodolfo Nogueira (PL) votaram a favor do projeto. A votação, porém, não acabou porque os deputados ainda terão que analisar uma emenda apresentada pelo Partido Novo.

O texto aprovado é uma substituição do Deputado Federal Kim Kataguiri ao Projeto de Lei 488/2019 apresentado pelo ex-Deputado Capitão Wagner. A proposta estipula que os juízes estabeleçam o grau máximo de proximidade entre os condenados e determinados locais ou vítimas, no regime aberto e após a saída da prisão.

Esta medida aplica-se a pessoas condenadas por crimes contra a dignidade sexual quando a vítima tiver menos de 14 anos de idade. O esquema também inclui casos de violação de pessoas vulneráveis, corrupção de menores, produção e difusão de pornografia infantil, bem como aliciamento de crianças na Internet.

Os locais proibidos incluem escolas públicas e privadas, praças com áreas infantis e ambientes frequentados majoritariamente por crianças. O juiz poderá adaptar restrições para garantir o acesso do infrator ao trabalho, estudo, moradia ou tratamento de saúde.

O projeto também proíbe o contato direto, inclusive digital, com menores de 14 anos, exceto no caso de biológicos, adotados ou enteados sujeitos a aprovação judicial. O condenado também não pode residir em imóvel onde resida criança desta idade, trabalhar para crianças ou solicitar a adoção, guarda ou tutela de menores.

Outra medida proposta exigiria a inclusão de pedófilos e predadores sexuais condenados no Registro Nacional de Pedófilos e Predadores Sexuais. O texto também autoriza a exigência de avaliações psiquiátricas para antecipação de sentença ou concessão de liberdade condicional em determinados crimes.

A votação foi marcada por divergências sobre uma nova alteração que alargaria o prazo máximo de detenção domiciliária para jovens que cometem crimes como crimes de três para 12 anos.

Segundo dados da Fundação Abrinq citados durante o debate, o Brasil registrou em média 124 denúncias diárias de violência sexual contra crianças e adolescentes em 2022. O disco 100 registrou mais de 17,5 mil crimes sexuais contra menores nos primeiros quatro meses de 2023.

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