Deputados falam em plenário em Brasília (DF). (Foto: Thiago Cristino/Agência Câmara)

Na noite desta terça-feira (19), a Câmara dos Deputados de Brasília (DF) aprovou o PL (Projeto de Lei) nº 4.822/2025, que flexibiliza as penalidades aplicáveis ​​aos partidos políticos, criando um modelo de parcelamento de multas em até 15 anos e permitindo o acionamento automático de mensagens eleitorais. O texto foi aprovado simbolicamente, sem votação nominal, e agora segue para análise no Senado Federal

A Câmara dos Deputados aprovou o PL 4.822/2025, que flexibiliza punições para partidos políticos, permite o parcelamento de multas por até 15 anos, limita multas a R$ 30 mil e permite o acionamento automático de mensagens eleitorais. O texto irá ao Senado e, se aprovado, poderá virar lei já em 2026. A Transparência Internacional criticou o projeto, classificando-o como um golpe ao sistema eleitoral e um risco de fiscalização do patrimônio público.

A proposta altera as disposições da Lei dos Partidos Políticos e altera questões relativas à responsabilidade, aplicação de multas, fiscalização eleitoral e funcionamento dos partidos. O projeto entrou em pauta no próprio dia da votação e foi rapidamente tramitado pela Câmara.

Uma das questões-chave do projeto é criar um Refice seletivo. O texto permite que as partes paguem multas e restituição de bens por até 180 meses. As parcelas podem custar até 2% da cota mensal do fundo partidário recebida pelo partido

A proposta também limita multas por descumprimento de contas partidárias a R$ 30 mil. Atualmente, a multa pode chegar a até 20% do valor considerado irregular pela Justiça Eleitoral.

Outra secção prevê a extinção automática do processo de responsabilização se o julgamento não for concluído no prazo de três anos. Na prática, o texto reduz o tempo disponível para análise das contas dos partidos.

A votação foi realizada em plenário vazio e praticamente sem protestos dos líderes partidários. Nem os membros do governo nem os membros tradicionais da oposição defenderam publicamente o texto durante a sessão.

A Transparência Internacional divulgou nota contra o projeto e classificou o texto como um golpe ao sistema eleitoral brasileiro. Segundo a agência, a proposta enfraquece os mecanismos de fiscalização, aumenta o risco de impunidade e reduz os mecanismos de controle sobre os recursos públicos destinados aos partidos.

Caso o Senado aprove o texto sem alterações, o projeto seguirá para aprovação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Algumas citações já podem ser aplicadas às eleições de 2026.

que mudança – O esquema também evita sanções contra partidos durante semestres eleitorais. Nesse período, o tribunal eleitoral não pode suspender repasses de fundos partidários ou bloquear recursos de fundos eleitorais em razão de condenações anteriores.

A matéria também protege os partidos criados por fusão ou incorporação de partidos. O texto proíbe novos partidos de herdar penalidades, bloquear recursos ou reter recursos associados a partidos antigos.

Outro factor altera a responsabilidade financeira dentro da Direcção do Partido. O projeto evita que municípios e órgãos estaduais cobrem diretórios nacionais para aplicar multas. Especialistas em legislação eleitoral dizem que o sistema dificulta a cobrança de dívidas, uma vez que os departamentos inferiores dependem financeiramente das autoridades superiores.

O texto também deixa margem para os partidos reterem líderes remunerados sem exigirem provas detalhadas das actividades. Nas novas regras, basta registrar os processos das partes em atas.

No campo digital, a proposta cria uma regra específica para comunicação seletiva por meio de aplicativos de mensagens. Partidos, candidatos e políticos podem cadastrar números oficiais na Justiça Eleitoral. Esses contatos não podem ser bloqueados pelas plataformas sem ordem judicial

O esquema estabelece ainda que mensagens enviadas por sistemas automatizados, inclusive robôs, quando provenientes desses números cadastrados e destinadas a pessoas previamente cadastradas, não serão tratadas como tiroteios em massa.

A medida contradiz iniciativas tomadas pelo Tribunal Eleitoral nos últimos anos para combater a confusão e as campanhas automatizadas durante as eleições.

O texto permite que os partidos criem instituições de ensino superior e cobrem mensalidades. A proposta amplia a possibilidade de atividades financeiras dos partidos além das atividades políticas tradicionais.

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