A administração Trump está a considerar grandes mudanças nos procedimentos alfandegários em vários dos principais aeroportos dos EUA localizados nas chamadas cidades-santuário.
A proposta, discutida pelo secretário de Segurança Interna, Markwen Mullin, pode afetar as chegadas internacionais em aeroportos que atendem cidades como Nova York (JFK), Los Angeles (LAX), Chicago (ORD) e São Francisco (SFO).
A potencial mudança de política já levantou preocupações em todo o setor aéreo, especialmente entre as principais transportadoras, incluindo United Airlines (UA), American Airlines (AA), Delta Air Lines (DL) e JetBlue Airways (B6).
Os executivos da indústria temem que a limitação das concessões tarifárias nos principais aeroportos de entrada possa perturbar gravemente as redes de viagens internacionais e os serviços aéreos nos Estados Unidos.
Plano Aduaneiro DHS
A controvérsia começou depois que o secretário de Segurança Interna, Markwen Mullin, discutiu as cidades-santuário durante uma entrevista na televisão no início deste ano.
Mullin argumentou que as cidades com cooperação limitada com as autoridades federais de imigração não deveriam se beneficiar do processamento alfandegário apoiado pelo governo federal em aeroportos internacionais.
Segundo relatos, Mullin mais tarde se reuniu com executivos de companhias aéreas e da indústria de viagens na sede da Segurança Interna em maio de 2026 para discutir a proposta.
Fontes familiarizadas com a reunião disseram que o governo está avaliando restrições que poderão começar após o fim da Copa do Mundo da FIFA, em julho de 2026. seu próprio sinalizado
O plano relatado daria prioridade ao pessoal aduaneiro e aos recursos de processamento aeroportuário em cidades que cooperam mais estreitamente com as políticas federais de fiscalização da imigração.
Embora nenhum cronograma oficial de implementação tenha sido confirmado, a proposta continua a atrair a atenção no setor da aviação.
Impacto nas companhias aéreas
Analistas da aviação alertam que a remoção ou redução das operações alfandegárias nos principais aeroportos poderia criar problemas operacionais generalizados para as companhias aéreas norte-americanas e internacionais.
Aeroportos como Newark (EWR), Seattle (SEA), Boston (BOS) e Filadélfia (PHL) servem como importantes portas de entrada internacionais para múltiplas companhias aéreas e parceiros de aliança.
Para transportadoras como a United Airlines, Delta Air Lines e American Airlines, os hubs internacionais geram uma parcela significativa das receitas de longo curso. Qualquer redução na capacidade tarifária poderia forçar as companhias aéreas a redirecionar os voos internacionais, alterar horários ou consolidar operações em menos aeroportos.
Especialistas do setor também apontam que os viajantes internacionais dependem fortemente dos aeroportos costeiros para fazer conexões.
A restrição dos serviços alfandegários nestes aeroportos poderá aumentar o congestionamento nos restantes centros, particularmente Miami (MIA) e Houston (IAH), que poderão registar tráfego adicional se as mudanças avançarem.
Grupos de companhias aéreas expressaram preocupação com o facto de tal medida afectar negativamente o turismo, as viagens de negócios e as operações de carga. Espera-se também que várias agências de viagens façam lobby contra a proposta nos próximos meses.
A controvérsia da cidade santuário
O termo “cidade santuário” geralmente se refere a jurisdições que limitam a cooperação local com agências federais de fiscalização da imigração.
No entanto, não existe uma definição jurídica única reconhecida a nível nacional, o que acrescenta complexidade ao debate.
Os críticos argumentam que atacar as instalações alfandegárias dos aeroportos pode causar danos económicos que vão além das disputas políticas de imigração. Os principais aeroportos internacionais apoiam milhares de empregos e servem como activos infra-estruturais essenciais para as economias locais.
Os proponentes da proposta, entretanto, acreditam que o governo federal deveria priorizar recursos em áreas que se alinhem mais estreitamente com os objetivos nacionais de fiscalização da imigração.
A administração ainda não anunciou quaisquer alterações políticas formais, mas a indústria aérea continua a monitorizar a situação de perto.
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