16 dos 22 mandados de prisão foram cumpridos ontem, mas os demais alvos conseguiram fugir

PF destruiu celular de líder da organização após chegar (Foto: Prakash)

Um integrante do núcleo operacional, um fornecedor e um comprador de drogas estão entre os 6 alvos que conseguiram fugir da Polícia Federal durante a Operação Fornax, deflagrada nesta terça-feira (12) em Mato Grosso do Sul, Santa Catarina, Mato Grosso, Minas Gerais e São Paulo para expedir 22 mandados de prisão e 193 mandados de detenção.

Seis alvos da Operação Fornax, deflagrada pela Polícia Federal em cinco estados nesta terça-feira (12), conseguiram fugir cumprindo 22 mandados de prisão contra uma organização criminosa de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro que atua na fronteira do Mato Grosso do Sul com o Paraguai. A operação prendeu 16 suspeitos, incluindo três líderes do esquema, e bloqueou ativos financeiros em nove cidades.

Dos 13 mandados de prisão preventiva, 10 são contra Alex Benitez Gamarra, Maria Aparecida Gomes Moraes, Edson Benitez, Alan Ademir Persepe, Jorge Luis Gonzalez Silva, Jederson Miranda Perez, Dalsa Maria Paiva Flores Ribeiro, Francivaldo Barros de Lival, Benitez Benitez e Lival Carr. Céspedes.

Os três que escaparam da prisão preventiva são Ridner Ferreira Rodriguez, Hyulison Foresto e Wonderson Britts Diniz.

De acordo com a ordem da Justiça Federal que determinou as prisões, Reidner Rodríguez integrava o setor responsável pelo acondicionamento e triagem de medicamentos, além de participar de negociações comerciais para ajudar a mulher Maria Aparecida Moraes.

Foi Ridner quem cuidava da casa onde foram apreendidas duas toneladas de maconha em Ponta Porã, em 2023. Ele conseguiu escapar pulando o muro, mas a investigação comprovou seu envolvimento com a carga.

Hyulison Forrestow, sócio de outro investigado pela polícia, será gestor intermediário, a mando de Allan Ademir Persesepe, um dos três líderes do projeto. Foresto é apontado como suspeito do massacre de 4 pessoas no Paraguai.

Wanderson Brites Diniz é apontado como fornecedor de cocaína e adversário das trocas de maconha com o establishment. O conteúdo das conversas interceptadas revelou discussões sobre o valor e a forma de pagamento dos medicamentos, incluindo denúncias de recebimento de dinheiro por veículos clonados ou fraudes financeiras. Ele teria enviado fotos e vídeos de amostras de drogas, descritas como “tipo exportação”.

Celulares foram destruídos em banheiros, um dos alvos da operação em Punta Pora (Imagem: Divulgação)

Prisão temporária

Dos 9 mandados de prisão provisória, 6 foram cumpridos contra Selma Nunes Rós, Alexandro Pereira da Silva, Gabriel Ríos Mendonça, Rafael de Araujo Silva, David Nogueira Franca e Luciano de Oliveira Teodoro. Três alvos não foram localizados: Mateus Lima da Cunha, Cristian Cuevas Duarte e Rafael Ruano Moreno.

Segundo a investigação, Mateus da Cunha integra o núcleo operacional. Conversas de celulares apreendidos pela Polícia Federal revelaram transferências bancárias por meio de uma de suas próprias chaves Pix, “o que evidenciaria participação no fluxo financeiro da operação”.

Mateus Cunha também manteve intenso diálogo com os irmãos Edson Benitez (fornecimento de transporte) e Alex Benitez Gamarra (um dos líderes da organização). Segundo a Polícia Federal, essa ligação entre Matthews e os dirigentes do esquema demonstra “múltiplos pontos de inserção na estrutura criminosa”.

Christian Cuevas Duarte foi identificado como o suposto fornecedor de maconha de Capitan Bado, Paraguai. A quebra de privacidade telemática mostra comunicação direta com a negociadora central do órgão, Maria Aparecida Gomes Moraes. “A análise das conversas revelará conversas substanciais sobre discussões sobre drogas”, disse a ordem do tribunal federal.

Rafael Ruano Moreno, de São Paulo (SP), foi identificado como suposto destinatário de drogas enviadas pela entidade e responsável por negociar a compra de cocaína com outra pessoa ainda não identificada. Uma violação de privacidade de um celular apreendido em 2024 revelou discussões entre Rafael e Reidner Ferreira Rodriguez.

operação

Segundo a Polícia Federal, uma organização criminosa na fronteira de Mato Grosso do Sul com o Paraguai atua no tráfico de drogas e na lavagem de dinheiro e tem filiais em Mato Grosso, São Paulo, Santa Catarina, Minas Gerais e São Paulo.

Segundo a PF, os líderes da quadrilha são Alex Benitez Gamarra, Jederson Miranda Perez e Alan Ademir Persepe. Alex foi preso em Ponta Porã, Alan Balnerio Camboriú (SC) e Jederson Maracaju.

Quando a polícia chegou ao seu endereço, Alan tentou destruir um de seus celulares, para destruir provas, e foi acusado de fraude processual. Jorge Luis González Silva, preso em Ponta Porã, também tentou destruir provas. Ela corre para o banheiro e quebra o celular e é pega em flagrante.

Há indícios de ligação entre a organização investigada no âmbito da Operação Fornalha e o PCC (Primiro Comando da Capital), mas até o momento não há indícios dessa relação.

Alvo da Operação Fornax, Selma Nunes Rós, a “PCC Barbie”, já foi presa em novembro de 2025 na Operação Blindagem deflagrada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), acusada de ser operadora logística controlada pelo grupo.

Além dos mandados de prisão e busca e apreensão, a Polícia Federal emitiu ontem 12 ordens de bloqueio de ativos financeiros em Ponta Porã, Coronel Sapucaia, Maracaju e Campo Grande; Em Lucas do Rio Verde (MT) e Cuiabá (MT), Uberaba (MG), Balneário Camboriú (SC), São Paulo (SP), Guarujá (SP) e Fernandopolis (SP).

Uma investigação de três anos revelou que o grupo utilizava estabelecimentos comerciais para esconder e transferir recursos financeiros, incluindo academias, padarias, açougues e oficinas mecânicas.

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