Aquela famosa sobrancelha de Brasil o técnico Carlo Ancelotti estará preocupado com as notícias de lesões de seus principais jogadores antes do jogo deste verão Copa do Mundo FIFA.
Defensor chave Éder Militão de Real Madrid parece quase certo perdere há também o possível ausência de Chelsea extremo Estêvãoque sofreu um problema preocupante no tendão da coxa na derrota por 1 a 0 para Manchester United em 18 de abril.
Ancelotti é um grande fã de Estêvão. A primeira estreia internacional do jovem aconteceu no jogo de estreia de Ancelotti, frente ao Equador em junho passado, e entre setembro e novembro, o extremo respondeu com cinco gols pelo Brasil – marca que Vinícius Júnior precisou de cinco anos e cerca de 30 jogos para chegar. Estêvão foi provável titular do Brasil na Copa do Mundo, então o que acontece agora?
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O primeiro passo – uma especialidade de Ancelotti – será recusar-se a apertar o botão de pânico. Existe uma chance de o jogador se recuperar a tempo? E mesmo que não possa disputar as partidas da fase de grupos, estará pronto para a fase eliminatória? Com 26 jogadores no elenco, Ancelotti tem espaço para arriscar.
Haverá, inevitavelmente, conflito entre clube e país sobre a melhor forma de proceder. O Chelsea quer que o jogador fique em Londres, enquanto o Brasil – e o próprio Estêvão – estão olhando para diferentes opções. Os dois lados podem ter concordado que a cirurgia não será necessária, mas será que o Chelsea cederá ao pedido do Brasil para que ele volte para casa para continuar o tratamento?
Houve cepas semelhantes em 2002, quando nem Inter de Milão nem Barcelona pensei que Ronaldo e Rivaldo, respectivamente, poderiam jogar a Copa do Mundo. A equipe de preparação física do Brasil conseguiu colocar a mão nos jogadores e acabou vencendo tudo. Eles adorariam ter uma contribuição significativa no tratamento de Estêvão, com o otimismo provavelmente aumentado pela idade do jogador.
Em 1958, Pelé, de 17 anos, sofreu uma lesão preocupante na preparação para a Copa do Mundo na Suécia. Discussões foram realizadas sobre retirá-lo do time. No final, os responsáveis decidiram dar-lhe uma oportunidade. Sua juventude foi uma vantagem e, com o tratamento 24 horas por dia, Pelé estava pronto para a terceira partida antes de levar o Brasil ao primeiro de seus cinco títulos da Copa do Mundo.
Ainda há esperança, então, de que Estêvão possa estar por perto na busca pela conquista do sexto título, mas como sempre, deve haver claramente um Plano B. Um velho pragmático como Ancelotti não faria outra coisa.
A ausência de um é sempre oportunidade para outro. Se Estêvão não conseguir recuperar a tempo, então Bournemouth adolescente Ryan tem mais chances de entrar no elenco. Outro lateral-direito canhoto, ele causou boa impressão ao sair do banco contra Croácia no mês passado para fazer sua estreia.
À sua frente na hierarquia, porém, está Zenit São Petersburgode Luiz Henriqueum herói de Botafogoé 2024 Copa Libertadores e dobradinha do campeonato brasileiro. Mas ele tem sido especialmente eficaz para o Brasil como substituto de impacto, o que significa que talvez seja melhor deixá-lo no banco e enfrentá-lo contra defensores cansados.
Então, quais são as outras opções de Ancelotti? Parece não haver correlação direta entre a possível ausência de Estêvão e a potencial reconvocação de Neymarque jogou pela última vez pelo Brasil, na noite em que se lesionou gravemente, em outubro de 2023.
Ancelotti deixou claro que não vê Neymar como ponta. Espera-se que seus jogadores laterais recuem e ajudem a defesa, tarefa para a qual Neymar, de 34 anos, não está preparado. Mas ainda pode haver um repensar do lado.
Talvez o aspecto mais fascinante da campanha do Brasil na Copa do Mundo seja o plano de atacar com uma frente quatro, que muitos esperavam que fosse formada por Estêvão, Raphinha, Matheus Cunha e Vinícius Júnior. A dúvida óbvia aqui é de equilíbrio. É realmente uma coleção de talentos que chama a atenção, mas com quatro defensores e mais quatro na frente, restam apenas dois no centro do meio-campo.
Ancelotti está ciente do problema. O Brasil se posicionou dessa forma no último jogo de Dorival Junior, técnico anterior, e foi desmantelado por um ataque desenfreado Argentina. Em entrevista à ESPN em meados do ano passado, Ancelotti disse que viu o jogo e, com a derrota do Brasil por 4 a 1, ficou impressionado com a falta de equilíbrio entre ataque e defesa.
Seu primeiro passo em seu trabalho atual foi relembrar Casemiro para organizar o meio-campo. Mas o homem que irá embora Manchester United no final da temporada tem agora 34 anos. É verdade que ele e seus companheiros formaram um bloco sólido em uma vitória impressionante no final do ano passado contra um perigoso Senegal lado, mas isso foi em novembro, em Londres.
A Copa do Mundo é disputada no final da temporada e quase certamente contará com condições de calor extremo. Vale lembrar que quando o Brasil conquistou a Copa do Mundo de 1994, nos Estados Unidos, buscou lotar o meio-campo. O Brasil realmente vai querer deixar o centro do campo tão leve desta vez?
Caso Estêvão não esteja apto a tempo uma solução possível seria empurrar Raphinha de volta à sua função anterior na ala direita abrindo espaço para a entrada de um meio-campista extra ao lado de Casemiro e Bruno Guimarães.
Lucas Paquetá pode ser um candidato para preencher a função, embora o canhoto dinâmico Danilouma vez de Floresta de Nottinghamestá em boa forma pelo Botafogo este ano e aproveitou muito bem a oportunidade ao ser convocado para os amistosos de março.
Pode até haver uma chance para Neymar nesta posição se, no pouco tempo disponível, conseguir convencer Ancelotti de que merece ser reconvocado.
Há muito, portanto, para Ancelotti ponderar enquanto planeia a campanha do Brasil. Meio-campista combativo em sua época de jogador, uma lesão durante a Copa do Mundo de 1990, em sua Itália natal, impediu sua tentativa de ajudar seu time a erguer o troféu. Agora, todos esses anos depois, ele tem que lidar com as consequências dos ferimentos causados a outras pessoas. E, como sempre, ele levantará uma sobrancelha discretamente e trabalhará para aproveitar ao máximo os recursos à sua disposição.