Estocolmo (Reuters) – A agência de saúde pública da Suécia disse nesta quinta-feira que aconselhou os pais a não darem seus próprios smartphones aos filhos antes dos 13 anos, citando alguns riscos associados ao seu uso.
A Agência Sueca de Saúde Pública afirmou num comunicado que o objetivo das novas recomendações é “principalmente reduzir o risco de as crianças serem expostas a conteúdos nocivos, desenvolverem problemas de sono ou desenvolverem padrões de consumo semelhantes aos do vício”.
A agência disse que embora as entrevistas com crianças indiquem que elas valorizam a capacidade de manter contato com familiares e amigos por telefone, os riscos potenciais superam os benefícios.
“O uso do celular pode causar distração, estresse social, exposição a conteúdos nocivos e exposições prejudiciais”, disse a agência, observando que a pesquisa também mostra que está associado a “uma pior qualidade do sono”.
Se os pais quiserem que os seus filhos tenham um telemóvel, a agência recomenda que lhes dêem um “telefone simples” sem acesso à Internet.
“Esperamos que esta recomendação proporcione apoio à vida quotidiana”, disse a diretora da agência, Olivia Wigzel, observando que o conselho estava em linha com as recomendações dos vizinhos nórdicos da Suécia, Dinamarca e Finlândia.
A agência de saúde tem a tarefa de investigar o uso da tela e seu impacto nas crianças.
Em junho, apelou aos pais para que desligassem os telefones quando estivessem com os filhos.
Em janeiro, o governo sueco disse que iria proibir smartphones nas escolas para crianças menores do nono ano ou entre 15 e 16 anos.






