Suspeito do assassinato de Campo Grande também é investigado por estupro

Ricardo Dias Pereira é alvo de uma investigação de crime sexual contra uma mulher de 63 anos, em dezembro do ano passado.

Tiago Robson Reis de Lima, 38 anos, foi morto a facadas durante briga comunitária no Jardim Noroeste (Foto: Arquivo Privado)

Ricardo Dias Pereira, 50, é suspeito de esfaquear Thiago Robson Reyes de Lima, de 38 anos, durante uma briga na Rua da Conquista, no Jardim Noroeste, em Campo Grande, na madrugada desta quarta-feira (10), sendo investigado também por tentativa de estupro de uma mulher de 63 anos, do mesmo bairro.

Ricardo Dias Pereira, 50, é suspeito de esfaquear Tiago Robson Reyes de Lima, 38, no Jardim Noroeste, Campo Grande, e também é investigado pela tentativa de estupro de uma mulher de 63 anos no mesmo bairro, ocorrida em dezembro de 2024. Sua esposa, Aldrea Sanpare, foi apontada como suspeita. Assassinato O casal morava atrás da casa da vítima.

O caso aconteceu na manhã do dia 18 de dezembro do ano passado. A vítima contou à Polícia Militar que doou verbas habitacionais para Ricardo e sua esposa, Aldria Aparecida de Paola Santos, suspeita de envolvimento na morte de Tiago. Segundo a mulher, Ricardo tentou tirar a roupa dela à força para forçá-la a fazer sexo.

Segundo relato da vítima, ele conseguiu fugir e correu para a casa de um vizinho no quarteirão vizinho. O morador ligou para o 190 e informou a polícia.

A idosa também contou à polícia que Ricardo portava arma de fogo e que o objeto estava apontado para ele. Com a ajuda de outras equipes, os militares realizaram buscas na tentativa de localizar o suspeito, mas ele não foi encontrado.

De volta para casa, a polícia encontra Aldrea, esposa de Ricardo. Ele disse que seu companheiro não estava no local, negou que tenham ocorrido as circunstâncias descritas pela vítima e disse não possuir arma de fogo. Aldrea permitiu que o grupo entrasse na propriedade. O objeto não foi encontrado durante a fiscalização.

Após o atendimento, a idosa foi orientada a registrar boletim de ocorrência, manifestar interesse em atuar contra Ricardo e procurar a DIM (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher) para tomar medida protetiva emergencial. Ele disse temer que algo mais sério possa acontecer.

Em depoimento, a vítima disse que Ricardo morava lá há cerca de dois meses e que este não foi o primeiro ataque sofrido por ele. Segundo Algenir, o suspeito já havia tentado abordá-la em outras ocasiões, tocou seu corpo sem consentimento e, no dia do ocorrido, voltou para casa armado após ser recusado.

A vítima disse à polícia: “Ela disse que me queria e eu disse que não. Ela também disse que Ricardo invadiu a casa dela e tentou agarrá-la.

Ricardo negou as acusações na delegacia. Segundo ele, a acusação seria “absurda” e ele não possuía arma. O suspeito disse que só viajava de casa para o trabalho e do trabalho para casa. Disse ainda que a casa onde morava não tinha acesso direto à residência da vítima.

Questionado sobre as denúncias de que teria tentado tirar a roupa da idosa, Ricardo negou. Ele disse que era casado, disse que a esposa estava sempre em casa e que a velha almoçava e jantava em sua propriedade. No dia do ocorrido, ele alegou que a vítima “se assustou em algum lugar” e fugiu, enquanto estava em casa com a esposa.

Aldrea também foi chamada como testemunha no dia 10 de fevereiro deste ano, ainda na investigação de tentativa de estupro. Ele confirmou que ele e Ricardo moravam no mesmo terreno da vítima, mas em casas separadas. A esposa do suspeito disse que estava no local no dia da denúncia e disse que Algenier sofreu um “ataque”.

Segundo Aldrea, a vítima saiu correndo e acusou Ricardo de tentar arrancar a roupa, dizendo que tinha uma arma em casa. A testemunha disse que a polícia entrou no imóvel e não encontrou arma. Ele diz ainda que, neste momento, Ricardo vai trabalhar.

Aldrea, que ontem à noite também foi identificada como envolvida na morte de Tiago Robson, negou que o marido tivesse arma de fogo.

Lembro-me do assassinato. Ricardo Dias Pereira, Aldria Aparecida de Paula Santos e Paulo de Paula Martins são suspeitos de matar Tiago Robson Reyes de Lima, no Jardim Noroeste, na madrugada desta quarta-feira (10). Segundo o boletim de ocorrência, a confusão começou depois que Tiago chegou à casa da namorada, por volta das 23h, e discutiu com um homem que queria beber o energético que ele segurava. Poucos minutos depois a briga teria recomeçado, quando Aldrea apareceu no local gritando que Tiago havia brigado com o marido.

Segundo relato da namorada da vítima, os três suspeitos começaram a destruir as paredes de madeira da casa. Tiago abriu a porta e viu dois homens armados com facas e uma mulher com um pedaço de madeira. Ele tentou se defender com uma telha, mas acabou sendo esfaqueado. Embora ferido, ele correu pela comunidade e caiu a cerca de 100 metros de casa. A morte foi confirmada às 13h10.

Imagens de câmeras de segurança mostram Tiago atravessando a rua às 00h35 e caindo no chão. Posteriormente, dois suspeitos abordaram a vítima antes de fugir. Documentos em nome de Paul foram encontrados onde James foi ferido. Aldrea e Paolo são irmãos e Ricardo é marido de Aldrea. O caso foi registrado na DEPAC (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) da Sepol como homicídio qualificado doloso.

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