Dois boletins de ocorrência foram registrados contra a mulher de 61 anos; O caso está sendo investigado pela Polícia Civil

Hospital da Vida, onde trabalhava o auxiliar de enfermagem acusado de ameaças e calúnias (Foto: Leandro Holsbach)

A Polícia Civil abriu inquérito contra um ex-funcionário do Hospital da Vida, acusado de fazer ameaças de morte a outros trabalhadores da saúde pública e à vereadora e atual presidente da Câmara de Dourados Leandra Brambilla (PSDB).

A Polícia Civil de Dourados abriu investigação contra Claudio Firmino, 61, auxiliar de enfermagem e ex-funcionário do hospital Da Vida, acusado de fazer ameaças de morte e difamação nas redes sociais contra a médica e vereadora Leandra Brambilla. Entre os mortos estavam a diretora da FanSaud, Maria Isabel de Aguirre, e a subsecretária de Saúde, Terezinha Piccolo. O suspeito não estava disponível para testemunhar.

Cleudi Firmino, 61 anos, é auxiliar de enfermagem e já foi intimada para prestar depoimento, mas não compareceu à delegacia. A investigação é liderada pelo representante da DEPAC (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário), Dermaval Inácio Neto.

Outros ameaçados são a diretora-presidente da Funsaud (Fundação de Serviços de Saúde de Dourados), María Isabel de Aguirre, e a subsecretária de Saúde, Terezinha Piccolo.

O caso também envolve o crime de difamação cometido por meio de redes sociais. A Funsaud está vinculada à Secretaria Municipal de Saúde e administra o Hospital da Vida e a UPA (Unidade de Pronto Atendimento).

Em entrevista nesta terça-feira (26), o delegado disse que o ex-funcionário do hospital vem caluniando nas redes sociais, fazendo falsas acusações de crimes cometidos pelas vítimas.

“Houve uma ameaça muito específica ao diretor da Funsaud, que tem 70 anos, e ao vice-diretor, de 66 anos. Essas vítimas já são consideradas idosas por lei, o que aumenta a pena”, declarou o mandatário. “Ele fez ameaças específicas de que se não renunciassem no fim de semana anterior, morreriam. Esta palavra foi claramente usada e essas ameaças foram repetidas”, explicou.

Darmeval Neto disse que o ex-funcionário se encontra “em situação precária”, pois não foi contactado para prestar declarações. “Estamos trabalhando para identificar seu paradeiro enquanto ele continua cometendo esses crimes, inclusive nas redes sociais”.

Segundo o representante, as vítimas relataram que os ataques já duravam pelo menos um mês, mas aumentaram nas últimas semanas.

“Essas ameaças e calúnias se intensificaram a ponto de haver ameaças reais de morte contra o diretor caso ele não deixe o cargo. Estamos investigando com o objetivo de identificar outros possíveis autores”, disse Dermeval Neto.

Ele disse que o processo de investigação foi iniciado com base no boletim de ocorrência. Testemunhas e outros suspeitos já foram ouvidos, mas o ex-funcionário não compareceu à audiência.

O delegado disse que os supostos crimes cometidos pelos funcionários, segundo a posição do ex-funcionário, nunca foram formalizados na delegacia.

“O autor limitou-se a publicar esse conteúdo na internet, indicando que o diretor cometeu atos ilícitos, mas não houve registro oficial disso”, disse. Cláudio não pôde falar sobre a defesa de Firmino. O espaço está aberto.

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