Saúde mental passa a ser obrigação de instituições públicas e empresas com funcionários em regime CLT
A ansiedade, o esgotamento, o absentismo e os ambientes emocionalmente tóxicos não são apenas um problema silencioso nas empresas. Agora, eles entraram oficialmente na conta corporativa. De olho nessa mudança, empresários e psicanalistas sul-mato-grossenses Tio Ribeiro fez Gestão Emocional BrasilUma plataforma de alta tecnologia que combina inteligência artificial, diagnóstico psiquiátrico e suporte jurídico para adaptação à nova NR-1.
A plataforma combina diagnóstico sensível automatizado, inteligência artificial, telemedicina, treinamento, canal de escuta confidencial e monitoramento preventivo para organizações públicas e privadas. A proposta surge no momento em que o Ministério do Trabalho ampliou oficialmente as obrigações das empresas em relação à saúde mental dos funcionários.
“Hoje, os empresários ainda veem isso como uma despesa, mas não percebem que o maior prejuízo é não cuidar das pessoas”, diz Kaká.
O que muda com a nova NR-1
A mudança na NR-1 estipula que as empresas passem a avaliar fatores associados ao adoecimento mental no ambiente de trabalho, incluindo assédio, violência psicológica, relações interpessoais tóxicas, ansiedade, esgotamento e outros riscos psicossociais. Segundo Kaká, muitas empresas ainda desconhecem que a adaptação já está se tornando necessária.
“Não se trata apenas de diagnosticar, trata-se de identificar, avaliar, controlar, monitorar e registrar evidências”.
A empreendedora decidiu criar esta plataforma depois de anos trabalhando com pessoas gerenciando, falando e estudando a saúde mental da mulher. O ponto de partida foi a palavra “WOLLYING®” que ela ajudou a difundir no Brasil para combater a violência emocional entre mulheres.
“WOLLYING® é bullying entre mulheres. Ridículo, exclusão, ameaças silenciosas, sabotagem psicológica. Existe muito na empresa”, explica.
Da união entre os estudos sobre a nova NR-1 e o WOLLYING®, surgiu o método PIWOLL, que foi desenvolvido por ele para integrar saúde mental corporativa, prevenção jurídica e relações humanas dentro da empresa.
Como funciona a plataforma
A plataforma serve como um ecossistema corporativo de gestão emocional. Após responder a cerca de 150 perguntas, de forma totalmente automatizada, são avaliados 13 riscos psicossociais dentro da empresa. A partir disso a organização recebe relatórios técnicos, planos de ação, monitoramento preventivo e relatórios técnicos. Tudo é protegido pela privacidade e pela LGPD.
“O empresário não aceita nomes de pessoas. Aceita o diagnóstico da empresa por setor. Se houver algum indício de risco, como ansiedade, esgotamento ou sinais de conflito emocional”, explica Kaká.
As diferenças incluem o “Tio IA”, um assistente virtual alimentado e treinado com base no treinamento, pensamento e suporte do próprio trader. A ferramenta funciona por meio do WhatsApp e fala diretamente com os colaboradores, proporcionando suporte, escuta empática e identificando situações potenciais de melhoria.
A plataforma também oferece acesso à telemedicina com psicólogos, nutricionistas, clínicos gerais, dermatologistas, ginecologistas e até veterinários, item que, segundo Kaká, é o mais procurado entre as diferenças entre as instituições.
“Porque a saúde mental não começa apenas no trabalho. Ela começa na vida de uma pessoa”, disse ele.
Custos emocionais e legais para a empresa
Além do aspecto humanitário, a empresária também apostou nas implicações jurídicas da ferramenta. Segundo ele, muitas empresas ainda não entendem o tamanho dos riscos trabalhistas associados às doenças mentais.
“Uma ação trabalhista envolvendo saúde mental pode custar mais de R$ 85 mil. E há ações de indenização vitalícia”, alerta.
Na prática, a plataforma ajuda as empresas a comprovarem que têm oferecido ações de apoio, prevenção e cuidados emocionais concretos aos colaboradores.
“Meu foco foi nas garantias legais para os comerciantes. Porque eu também sou comerciante”, resume.
a história de Tio Ribeiro Alia empreendedorismo, inovação e coragem para recomeçar. Nascido em Três Lagoas, foi tabelião por 15 anos antes de abandonar a carreira no cartório para ingressar na área de desenvolvimento humano.
“Descobri muito cedo que não pertencia apenas a um lugar”, diz ele.
Quem é Kaká Ribeiro?
Tres nasceu em Lagos, Tio Ribeiro Ele foi notário por 15 anos antes de abandonar a carreira em um cartório para mergulhar no desenvolvimento humano. Aos 19 anos foi morar na Suíça mesmo não falando francês. Mais tarde, com cerca de 40 anos, teve que recomeçar a carreira profissional no Campo Grande.
“Percebi que algumas pessoas mudaram completamente depois do treinamento e outras não mudaram nada. Foi aí que percebi que precisava estudar o inconsciente”, explica.
“O capital humano é o que sustenta uma empresa. Nenhum empreendedor cresce sozinho”, afirmou.
A plataforma foi desenvolvida ao longo dos últimos meses e está pronta, já se mostrando um sucesso entre as empresas. A empresária já possui parcerias em estados como São Paulo, Paraná, Serra e Distrito Federal. O objetivo agora é ampliar o alcance nacional da ferramenta.
Saiba mais na plataforma www.gestaoemocionalbrasil.com.br
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