Ações são realizadas em 6 unidades contratadas com autoridades governamentais e visam suprimir a demanda do sistema regulatório
A Prefeitura de Campo Grande lançou nesta segunda-feira (25) a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) um conjunto de cirurgias, exames e cuidados especiais para diminuir a fila de espera para regulamentação. O programa recebeu investimentos de mais de R$ 60 milhões e presta cerca de 24,8 mil serviços em diversas áreas da saúde.
A Prefeitura de Campo Grande lançou um grupo de cirurgias, exames e cuidados especiais, com investimento de R$ 60 milhões e prevê 24,8 mil atendimentos em áreas como ortopedia, oncologia e oftalmologia. O programa visa reduzir a fila de espera do SUS, onde os pacientes aguardam em média um ano, e será realizado em hospitais credenciados na capital sul-mato-grossense.
Segundo a secretaria, a medida inclui procedimentos nas áreas de cirurgia geral, ortopedia, vascular, bariátrica, urologia, oftalmologia, pediatria e oncologia. Também serão oferecidos exames como ressonância magnética, tomografia, colonoscopia, endoscopia e radiografia.
Os serviços serão prestados em hospitais parceiros, incluindo Hospital do Penfigo, Santa Casa, Maternidade Candido Mariano, Hospital Regional, Hospital São Julião e FUNCRAFT (Fundação para Estudo e Tratamento das Deformidades Craniofaciais). Segundo a Prefeitura, serão realizadas 8,4 mil cirurgias e 16,8 mil exames.
Durante a inauguração, a prefeita Adrienne Lopes (PP) disse que as necessidades de saúde pública na capital vão além dos moradores da cidade. “Campo Grande atende pacientes da capital, do interior e muitas vezes do Paraguai e da Bolívia. Somente da comunidade paraguaia, nossa cidade atende cerca de 80 mil pessoas”, declarou.
Segundo ele, o programa busca reduzir a demanda reprimida e ampliar o acesso a procedimentos especializados. “Estamos trabalhando para encontrar novos caminhos e melhorar a saúde pública na capital”, disse ele.
O secretário municipal de saúde, Marcelo Villela, disse que acabar com a fila do SUS é um desafio complexo, mas destacou que o investimento deve reduzir o tempo de espera dos pacientes. “Hoje, em média, as pessoas esperam na fila cerca de um ano, embora exista uma hierarquia de risco. Por causa desta prioridade, os pacientes esperam mais e outros esperam menos”, explicou.
Segundo o secretário, além dos procedimentos de moderada complexidade, a maior demanda entre cirurgias de vesícula biliar, intestino, bexiga, urologia e bariátrica está concentrada em cirurgias ortopédicas de alta complexidade. “Há muitas áreas onde existe uma grande procura reprimida e este programa vem bem para expandir os serviços e responder à população”, disse.
O mutirão começou há poucos dias. No sábado (23), a Maternidade Cândido Mariano realizou o Dia D com início de exames de imagem, ressonância magnética, radiografia e laqueadura tubária.
No hospital oncológico, pacientes passaram a ser chamados para procedimentos como radioterapia, atendimento ambulatorial de cabeça e pescoço e mamoplastia redutora para pacientes oncológicos.
Na Funcraft também já começou a distribuição de aparelhos auditivos. Para esta terça-feira (26), está previsto um novo Dia D no Hospital do Penfigo, com foco em ortopedia e cirurgia bariátrica.







