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O antigo proprietário, Matthews Brunet Da Mota, que nunca morou na casa, tentou levar o negócio à falência na Justiça.

Escrito por Lúcia Morel 24/05/2026 09:53

Mathews, vestindo camisa preta estampada e shorts de costas, conversa com o filho do licitante. (Foto: Reprodução dos autos do processo)

O juiz Renato Antonio de Liberali, da 11ª Vara Cível de Campo Grande, rejeitou o pedido do ex-proprietário para cancelar a venda de um imóvel próximo ao Jockey Club, reconhecendo que ele atuou como agente de uma fraude financeira. Assim, o casal que vendeu o imóvel em leilão – José Ferreira Filho e Marcia Villela Furtado Ferreira – foi beneficiado, pois o leilão foi considerado válido. A casa custou R$ 900 mil, mas foi vendida em maio de 2024 por R$ 336 mil.

Um juiz da 11ª Vara Cível de Campo Grande rejeitou pedido de cancelamento do leilão de imóveis no entorno do Jockey Club e admitiu que o ex-proprietário, Mathieu Brunet da Mota, atuou como agente de fraude financeira. A casa, avaliada em R$ 900 mil, foi vendida em maio de 2024 pelo casal José Ferreira Filho e Marcia Villela por R$ 336 mil. O Ministério Público investiga crimes de peculato e falsidade ideológica em fase morta.

O ex-proprietário, Matthews Brunet da Mota, que nunca morou no imóvel, tentou anular o leilão na Justiça, alegando que o banco não o notificou adequadamente sobre a cobrança da dívida antes de vender o imóvel. D Notícias de Campo Grande Relate a história aqui.

Investigações policiais e do Ministério Público estadual mostraram que quem solicitou o cancelamento nunca morou na residência e forneceu seu nome para que terceiro pudesse financiá-la. O envolvido admitiu em comunicado que fez o negócio a pedido de um familiar e que não conhecia os detalhes do imóvel.

Diante dos indícios de crimes como peculato e falsidade ideológica, o Ministério Público determinou que o caso continue sendo investigado pela DEDFAZ (Delegacia Especializada de Repressão a Fraudes, Falsificações, Falências e Crimes Financeiros) com novas medidas.

O Ministério Público quer que a Polícia Civil não apenas investigue os envolvidos no financiamento fraudulento, mas também colha o depoimento do advogado de Alison Vieira Santos. O objetivo é descobrir a extensão da relação entre os profissionais e aqueles que tentaram manter a posse do imóvel de forma irregular.

Enquanto a investigação criminal avança, os compradores tentam obter ordem de despejo da 3ª Vara Cível para entrar na casa. A defesa do ex-proprietário tenta impedir o despejo, alegando que irá recorrer ao tribunal de primeira instância e que o espaço atualmente está ocupado por outras pessoas que não fazem parte do processo.

A reportagem entrou em contato com o advogado do autor alegando fraude e aguarda resposta.

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