A influenciadora revelou como a maquiagem se tornou uma ferramenta fundamental para recuperar a autoestima e superar um dos momentos mais difíceis de sua vida. Hoje, ele inspira milhares de pessoas com sua história de resiliência e autoaperfeiçoamento.
Influenciador argentino conhecido nas redes sociais como @palomake_uptransformou sua paixão pela maquiagem em uma ferramenta de expressão, autoestima e autoaperfeiçoamento. Após sofrer meningite aos 2 anos de idade, que o levou à amputação dos quatro membros, hoje inspira milhares de pessoas com seus ensinamentos e sua história de vida.
aos 25 anos, Paloma Lopez tornou-se um verdadeiro exemplo de resiliência. A jovem de Castellar encontrou na maquilhagem muito mais do que um hobby: foi uma forma de sobreviver a um dos momentos mais difíceis da sua adolescência e de aumentar a sua confiança. Em entrevista ao Para Ti, ele reflete sobre deficiência, descoberta nas redes sociais e fala sobre sua paixão.
-Como você descobriu a maquiagem?
-Descobri o mundo da maquiagem porque gostei dos estojos que vendiam nas lojas de brinquedos. Fiz maquiagem para minha família e mais tarde, quando tinha 15 e 16 anos, tive um momento que não era meu e me agarrei a ele. Tive muitas mambas e perdi o perdão pelo que me tinha acontecido, a situação era muito estranha. A maquiagem me ajudou a sair daquele momento. Eu me incomodava com próteses e queria ser como as outras meninas que usavam maquiagem. Eu queria ficar linda e deixar que os outros me vissem.
– Você achou que seria tão popular nas redes sociais?
-Nunca pensei que me tornaria um influenciador nas redes. Eu tinha um objetivo claro que as pessoas conhecessem minha deficiência, conhecessem minha vida. porque muitas vezes eles se perguntam como eu faço uma coisa dessas. Sempre digo que tive uma fada madrinha nas redes que era Lúcio Numera (também maquiadora) o que me ajudou muito a me aproximar melhor das pessoas. Não parei até conseguir.
-Você tem um maquiador favorito?
-Eu gosto do maquiador Doniella Davey da série Euforia. Eu viveria com maquiagem o dia todo assim como ela. Meu estilo de maquiagem é como na série, é muito eufórico, quero ser notada, quero muito corretivo e sombra para ficar bem perceptível.
-O que te inspira na hora de criar conteúdo?
-Quando crio conteúdo, vejo quem tem mais interação e vou em frente. Por exemplo, As pessoas ficam surpresas com a palavra “policial amputado”. Tenho vídeos onde falo sobre isso que têm um milhão de visualizações. Quando se trata de maquiagem, tento buscar inspiração em Euphoria e outros vídeos de maquiagem. Sinto que há muito conteúdo, mas acho que eles estão mais interessados em saber que “sou um policial amputado e posso fazer isso”. Outro dia, uma foto minha cortando a própria franja se tornou viral e já tem cerca de três milhões de visualizações. Gosto de mostrar meu dia a dia e não ser tão editada.
-Como é viver com uma deficiência hoje?
-Os desafios são sair para a rua porque está destruída e às vezes as pessoas cobrem as rampas. Quando te veem com as cadeiras, correm até o carro e pedem desculpas, mas tem gente que fica brava. Sair significa que às vezes as pessoas não atendem às necessidades de seus cães e é preciso ter cuidado com isso, não subir no volante. Depois disso, não sofri nenhuma forma de discriminação por cadeira de rodas ou deficiência.
-Como é enfrentar o ódio nas redes sociais? Você sofreu isso?
-Foram realizadas diferentes etapas com o tema da exposição. Quando as pessoas começaram a assistir meus vídeos, algumas disseram coisas feias sobre minhas amputações ou coisas como “isso é maquiagem feia”. Isso me incomodou no começo, mas hoje em dia não me importo muito. Se for ruim, não me importo. Não dê a mínima para eles porque eles querem que você se machuque com esse comentário, e honestamente não estou interessado hoje.
Que mensagem você daria para quem te segue e apoia nas redes sociais?
-A mensagem pode ser um pouco clichê, mas eu digo para eles “viverem a vida”. Eu costumava pensar que era uma frase inteligente, mas agora digo que é uma mensagem. Quando eu for adulto, com 80 ou 90 anos, direi que vivi uma vida ótima. Quando eu era mais jovem, não saía porque me sentia desconfortável sentado em uma cadeira ou usando aparelho ortodôntico. Hoje eu digo “vou sair”, mesmo não gostando, sair te liberta, gera algo no seu corpo que te dá liberdade. Sair com os amigos, com a família, me deixa feliz. Eu diria para eles não terem vergonha de nada, tem coisas das quais tenho vergonha, mas eu faço. Se não agora, quando?
– Você tem algum sonho para realizar?
– Eu gostaria de fazer maquiagem Mirta Legrand porque é muito em camadas, eu adoro isso. Ela é muito rude. Também internacionalmente, gostaria de trabalhar com a maquiadora da série Euphoria.
Créditos: @palomake_up







