O Conselho auxilia o Ministério da Saúde Pública em fiscalizações e reclamações na rede de hospitais

Pacientes aguardam vaga em quarto do Hospital Campo Grande. (Foto: Arquivo/Osmar Viga)

O MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) renovou nesta segunda-feira (11) o acordo de cooperação técnica com o Coren-MS (Conselho Regional de Enfermagem de Mato Grosso do Sul) para manter atividades conjuntas de fiscalização nas unidades de saúde do estado. O novo prazo substitui o contrato anterior, que expirou em 21 de maio, e oferece assessoria técnica do conselho em fiscalizações, perícias e investigações conduzidas por ministérios públicos.

O Ministério Público de Mato Grosso do Sul renovou nesta segunda-feira (11) o acordo de cooperação com o Conselho Regional de Enfermagem do Estado para fiscalizações em unidades de saúde. O novo termo substitui o acordo anterior e prevê assistência técnica em fiscalizações e investigações. A parceria já identificou um déficit de 458 profissionais em hospitais regionais em 2020. O acordo não envolve repasses financeiros entre empresas.

Embora o acordo tenha sido apresentado como uma nova parceria institucional, a atuação conjunta entre as entidades ocorre há anos e tem servido de base para investigações sobre carências profissionais, superlotação e falhas de atendimento no hospital público de Campo Grande.

Em uma das ações mais conhecidas, durante fiscalização realizada em 2020 com a participação do Ministério Público, o Coren-MS destacou a carência de 458 profissionais de enfermagem no HRMS (Hospital Regional de Mato Grosso do Sul). Na altura, o conselho informou que os enfermeiros e técnicos enfrentavam cargas de trabalho excessivas e número insuficiente de pessoal em serviço.

No mesmo ano, representantes do MPMS, Koren e da direção do hospital discutiram a possibilidade de sanções éticas em setores da unidade por falta de profissionais. O hospital também estava considerando restringir leitos devido à falta de pessoal de enfermagem.

Anteriormente, em 2015, Koren já tinha notificado o hospital regional após uma fiscalização solicitada pelo Ministério das Obras Públicas. Foram constatadas ausência de enfermeiros e acúmulo de tarefas entre a equipe de enfermagem no setor da unidade de visitação.

A parceria apoiou investigações mais recentes. Em 2025, o Ministério Público instaurou procedimento para apurar a carência de profissionais na Rede Municipal de Saúde de Campo Grande. O caso surgiu a partir de denúncias e pesquisas realizadas por conselhos profissionais.

O Coren continuará a prestar assistência técnica em fiscalizações, análises e emissão de pareceres relacionados com a prática de enfermagem, segundo comunicado divulgado pelo MPMS. O convênio também prevê intercâmbio de cursos, palestras e informações entre as instituições.

O documento não prevê transferências financeiras entre organizações. O ministério público afirmou que a colaboração se dá através da partilha de conhecimentos técnicos e de enquadramentos já disponíveis em ambas as instituições.

O novo termo também inclui cláusulas vinculadas à LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais) para regular a troca de dados entre o MPMS e o Coren-MS.

Link da fonte