Um sonho antigo tornou-se um lugar para compartilhar o silêncio, a comunicação com as estrelas e a natureza
Campo Grande, um chalé aberto de alvenaria com cenário de montanha, foi construído para uso privativo do casal Jorscellino Rosa e Terezinha Bortolotto, mas virou um convite para quem quer trocar o barulho da cidade pelo som dos pássaros.
Tem gente que vai para Piraputanga só para um final de semana diferente, mas esse casal foi atrás de um sonho. No ano de 2020, em plena pandemia, Terezinha e Zorcellino encontraram o que procuravam há anos: um pedaço de terra com montanhas, rios e silêncio. O que eles não imaginavam é que o lugar seria ainda mais bonito que seus sonhos.
“Quando vimos o que foi apresentado foi surreal, muito mais do que esperávamos encontrar. Foi amor à primeira vista”, lembra Zorcellino.
Não havia estrutura de propriedade naquela época. O casal acampou em uma barraca e levou seu próprio “lixo”, que havia guardado ao longo dos anos. Mas foram necessárias apenas algumas manhãs para que a percepção começasse a mudar.
“Cada dia que passamos lá, cada nascer do sol cheio de pássaros, cada pôr do sol atrás das montanhas despertava em mim algo que poderia ser compartilhado com outras pessoas”, afirma.
Foi assim que nasceu o Chalé Cabana Paraiso da Serra. Um refúgio de tijolo, madeira e conforto. Sem muito dinheiro para investir durante a pandemia, a ideia inicial era simplesmente construir um lugar pequeno e aconchegante para mim. A solução foi optar por uma arquitetura simples e acolhedora.
O resultado é um chalé feito de tijolo aparente, madeira e cerâmica. No interior, tetos altos, mezaninos, iluminação aconchegante e detalhes rústicos criam uma sensação instantânea de conforto.
“Pensamos em construir com materiais de baixo impacto ambiental. Foi uma construção ambientalmente correta para um lugar tão lindo e especial”, explica.
O resto aconteceu naturalmente. “O chalé já te dá conforto, aconchego, acolhimento. E assim se tornou a nossa cara e o nosso estilo.”
Mas a beleza do lugar não está só no interior da cabana. O show também acontece ao ar livre.
O chalé é cercado por águas cristalinas, pedras enormes, árvores, pássaros e um pequeno riacho com um silêncio que parece impossível de encontrar tão perto de Campo Grande.
Para o casal, a maior surpresa será a natureza. “O cheiro da natureza no ar, cada nascer ou pôr do sol, cada noite com o céu estrelado, cada som do riacho é imensurável para nós.”
À noite, os programas favoritos são simples. “Quando você senta no convés e olha para o céu e vê a enormidade das estrelas deixando aquele rastro de luz para trás… é inesquecível.”
E se o céu já impressiona, a parede atrás do chalé pode surpreender ainda mais. A formação rochosa, que alguns moradores chamam de Cara do Índio, ganhou outro nome entre seus proprietários.
“Gostamos de chamá-lo de rosto de Cristo, porque é um lugar abençoado por Deus”.
A cena muda completamente durante as monções. A cachoeira começou a aparecer através da parede rochosa. Muitas cachoeiras. Assista ao vídeo abaixo.
“Só da nossa casa podemos contar cerca de oito ou nove na última chuva. É simplesmente mágico. Parece uma cena de filme”, diz Terezinha.
A emoção da primeira vez ainda está viva na memória de Jorcellino. “Para ser totalmente sincero, a primeira vez que vi a cena chorei de emoção, pois nunca pensei que um dia aconteceria que eu pudesse vivenciar isso no meu cantinho”.
Mesmo quem não gosta de madeira muda de ideia. O casal disse que já teve hóspedes que chegaram ao local à noite e pensaram que estavam “no fim do mundo” quando não conseguiram ver a paisagem. Mas pela manhã a opinião mudou.
“O efeito é maravilhoso. O muro atrás, as montanhas na frente, a floresta dos sonhos ao lado, os pássaros cantando o tempo todo… você não pode deixar de ficar hipnotizado.”
Para eles, o maior trunfo do local é a privacidade. “Você apenas ouve o canto dos pássaros, o som do vento na grama, os sons que a natureza proporciona.
A resposta dos convidados foi recompensada. “A surpresa dos hóspedes no local não tem preço para nós.”
Se tivesse que resumir em uma frase a experiência de um fim de semana no chalé, Zorcellino não pensaria duas vezes: “Venha vivenciar o inesperado: você vai se surpreender”.
E o que eles esperam que as pessoas levem consigo? A resposta é curta. “Paz. É simples assim.”
O chalé recebe principalmente casais que querem desacelerar, se desconectar da cidade e passar alguns dias cercados pela natureza. As diárias variam entre R$ 750 e R$ 900 dependendo do período selecionado. Contato via WhatsApp (67) 99994-2170.







