A categoria destaca que o tempo necessário para atenção será curto; Prefeitura diz que não haverá mudança
O Sinmed-MS (Sindicato dos Médicos de Mato Grosso do Sul) enviou nesta terça-feira (12) à Prefeitura de Campo Grande um pedido para suspender as alterações propostas pelo Cessau, que aumentam o número de serviços de saúde mental na rede municipal. Segundo a secretaria, caso a medida seja implementada, cada consulta terá duração média de 20 minutos, o que os profissionais consideram pouco provável.
O Cinmed-MS solicitou à Prefeitura de Campo Grande a suspensão de uma alteração de 30 dias proposta por Cessau que aumentaria para 18 atendimentos psiquiátricos em turnos de seis horas. A secretaria também rejeitou a proposta alternativa de 12 consultas por turno. A Prefeitura informou que não houve alterações nos serviços e que o cronograma será mantido como já feito nas unidades.
A proposta da Prefeitura prevê a ampliação do tratamento psiquiátrico para 18 pessoas em turnos de seis horas. O sindicato alegou ser contra a medida, e durante a reunião foi proposto outro aumento, para 12 agendamentos por turno, além da possibilidade de dois agendamentos, e aguarda resposta do município.
O presidente do sindicato, Marcelo Santana, disse que foi realizada uma reunião com representantes da prefeitura para discutir o assunto e apresentar a posição da secretaria contrária à mudança. Após reunião com médicos da área realizada na noite desta segunda-feira (11), os profissionais rejeitaram as duas alterações e a Synmed decidiu solicitar o adiamento das alterações por 30 dias, para abrir negociações.
Segundo o sindicato, atualmente o atendimento em saúde mental segue metas qualitativas e quantitativas definidas por lei municipal. A secretaria afirma que o novo modelo praticamente dobrará o número de consultas necessárias aos profissionais da RAPS (Rede de Atenção Psicossocial).
Os médicos afetados pela medida atuam nos serviços da rede municipal com foco na saúde mental e atuam em equipes coordenadas por psiquiatras seguindo orientações nacionais, segundo o sindicato.
“A saúde mental é uma especialidade muito séria, que foi negligenciada ao longo do tempo e deve ser muito desenvolvida, porque depois de uma tragédia, com o aumento do número de desfechos fatais entre os pacientes, perdemos tempo para poder mudar alguma coisa. É um assunto muito delicado que não pode ser tratado apenas como um número pelo gestor, deve ser tratado com seriedade”, afirma Sanlo e com conhecimento técnico.
A Prefeitura disse em nota que não houve alterações nos serviços e que, após diálogo com o sindicato, a agenda será mantida, como já foi feito nas unidades.
“O objetivo da medida é a organização do fluxo de atendimento, a conformidade administrativa, a segurança jurídica dos profissionais e a eficiência da gestão pública, garantindo que o atendimento da população nos CAPS (centros de atenção psicossocial) e nos ambulatórios de saúde mental ocorra dentro do arcabouço legal e assistencial estabelecido”, afirmou em nota.







