Um deles também ofereceu créditos de carbono como licitante vencedor, mas não teve sucesso
Há quatro meses, o Sesc (Serviço Social do Comércio) tenta se desfazer de dois imóveis em Mato Grosso do Sul que estão trancados e sem uso há anos: o antigo Cine Campo Grande e um spa localizado em Bonito, por meio de leilões.
O Sesc vem tentando vender, em leilão, o antigo Cine Campo Grande e um balneário em Bonito, mas três tentativas entre fevereiro e junho deste ano fracassaram. A expectativa era que o sistema de comércio arrecadasse R$ 20 milhões. O filme, comprado em 2013 e não reclamado por 13 anos, foi vendido, mas o comprador não pagou. O resort, fechado desde a pandemia, ficou sem interessados mesmo após a redução de R$ 15 milhões para R$ 10 milhões.
O primeiro foi comprado pela entidade em 2013 e pegou fogo após vandalismo. A segunda está fechada desde o início da pandemia de Covid-19, em 2020, conforme informou anteriormente a assessoria de imprensa do Sesc.
O plano inicial era receber cerca de R$ 20 milhões para o fluxo de caixa do sistema de comércio, que inclui a Fecomércio (Federação do Comércio de Mato Grosso do Sul) e o Senac (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial), além do Sesc. Desse total, R$ 3,5 milhões serão destinados para acelerar a reforma do parque Horto Florestal da Capital, conforme já informado. Notícias de Campo Grande O ex-diretor da entidade, Edison Ferreira de Araujo. A Câmara Municipal aprovou o espaço público, esperando que a maior parte das melhorias sejam concluídas até ao final deste ano.
Foram lançados três leilões entre 24 de fevereiro e 24 de junho deste ano para vender o cinema e o resort, nenhum dos quais teve sucesso. As duas primeiras ofertas foram prorrogadas até ao final de março, prometendo baixar os preços dos imóveis na capital, o que não aconteceu.
O antigo Cine Campo foi vendido por R$ 4.944.755,22, porém, o interessado não transferiu parte do valor (40%) no prazo previsto, resultando no cancelamento da transação. Cesc e o leiloeiro Reinaldo Perdomo foram procurados nesse período, mas não divulgaram outros detalhes.
A vereadora Luisa Ribeiro (PT), apoiadora do protesto contra a venda de cinemas, participou de reunião com representantes do Cesc, último cinema de rua a sair de Campo Grande. Após o fracasso do leilão, ele disse à reportagem que o esforço de compra envolveu também uma proposta de créditos de carbono, que foi rejeitada porque o procedimento não estava previsto no edital.
Enquanto isso, os dois leilões do resort ficaram desertos. Mesmo com redução de preço de R$ 15 milhões para R$ 10 milhões e opção de parcelamento de 60% do preço, ninguém se interessou. Os resultados foram divulgados ontem (24).
Sem notícias – A assessoria de imprensa do Sesc foi questionada sobre leilões decepcionantes e mudanças de planos.
“Com a posse da nova diretoria da Fecomercio (Federação do Comércio de Mato Grosso do Sul), os assuntos em andamento permanecem em fase de avaliação. Entre eles, também estão incluídos o leilão do resort e as possíveis definições relacionadas ao antigo Cine Campo Grande. Se discutidos, as medidas cabíveis serão tomadas.” Nesta quinta-feira (25).
O diretor agora é Juliano Wertheimer. Ele assumiu o cargo há apenas nove dias. Não houve manifestação sobre o imóvel à venda na coletiva de imprensa realizada no dia da inauguração.
Vago há mais de uma década – Quando o resort abriu as portas em 2020 e recebeu turistas por um curto período até a decretação da emergência sanitária, o prédio Campo Grande tinha apenas projetos, mas sem utilidade.
A CGU (Controladora Geral da União) emitiu alerta sobre o despejo, que expôs o prédio ao risco de incêndio em 2017 e 2023. Desde a compra, em 2013, já se passaram quase 13 anos.
Em resposta ao órgão federal, o Sesc justificou as dificuldades que começaram com a falta de vagas de estacionamento.
“Durante a obra da empresa foi identificada a necessidade de vagas de estacionamento. Porém, o prédio ocupava 100% do terreno, impossibilitando a criação de estacionamento. Foi necessário desarquivar o processo legal dos projetos anteriores para obter informações históricas e ao fazê-lo constatou-se que uma das condições originais de aprovação era o estacionamento existente de 19/03/6/19. Outro lote próximo, que foi construído, marca o prédio do cinema em conflito com a lei vigente”, elaborou.
Em seguida, foi dada aprovação para demolição do imóvel após a retirada, juntamente com a apresentação de um projeto para construção do Cesc Cultura, que tornaria o centro “vibrante”, mas tinha padrões pouco práticos. Assim, a intenção de vendê-lo foi anunciada em 2025.
De acordo com detalhes do site do leilão, o imóvel possui dois andares e subsolo, com área total construída de 1.307,36 m². Sala de Cinema 1 e Sala de Cinema 2 no rés-do-chão. O piso superior dispõe de salas de espera, banheiros, cabines de projeção e salas técnicas. Na cave encontram-se salas de manutenção, cabine de energia, antecâmara e tanque de água. Endereço Rua 15 de Novembro, 750.
O resort está localizado a 10 km da rodovia MS-345, “Estrada do 21”, entre Bonito e Aquidauana e possui área total de 35,1583 hectares. Além de águas cristalinas e cachoeiras, possui uma RPPN (Reserva Particular do Patrimônio Natural) permanente que cobre 20% (19.4800 hectares) de sua totalidade, prevista para reflorestamento, e já conta com boa estrutura. Você está a 9 km do Hotel Sesc.




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