O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, disse esta quarta-feira que Washington espera persuadir a China a assumir um papel mais ativo na travagem das atividades do Irão no Golfo Pérsico, uma crise que ameaça diretamente os interesses comerciais na Ásia.

“É do interesse da China resolver isto. Queremos convencê-los a desempenhar um papel mais activo no abandono do que o Irão está a fazer agora e a tentar fazer agora no Golfo Pérsico”, disse Rubio numa entrevista ao repórter da Fox News, Sean Hannity, a bordo do AF1.

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Washington alertou sobre o impacto comercial do bloqueio ao Estreito de Ormuz

O chefe da diplomacia norte-americana garantiu que o bloqueio do Estreito de Ormuz e o conflito tiveram impacto na China, indicando que “um navio cargueiro chinês foi atingido no fim de semana”, numa referência à troca de ataques registada na passada sexta-feira entre o Irão e os Estados Unidos.

“Os navios chineses estão presos lá”, disse Rubio, sublinhando que o bloqueio de Ormuz tem implicações potenciais para os interesses energéticos de Pequim.

A entrevista, que será divulgada na íntegra quarta-feira à noite, foi realizada a bordo do avião presidencial durante a visita do Presidente Donald Trump à China, uma viagem centrada em questões comerciais, segurança regional e cooperação económica entre as duas potências.

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Trump visitou a China em meio a tensão e discussão internacional

Trump, que visitou a China no seu primeiro mandato presidencial em 2017, está a fazer a sua segunda visita de Estado e a reunir-se com o seu homólogo Xi Jinping num contexto de incerteza sobre um frágil cessar-fogo com o Irão e a assinatura de um possível acordo de paz.

Nos últimos meses, Washington aumentou a pressão sobre Pequim para reduzir o seu apoio indirecto ao Irão e contribuir para uma desescalada no Médio Oriente, onde ambos os países mantêm interesses estratégicos.

O presidente dos EUA solicitou repetidamente ChinaO maior parceiro comercial do Irão, para convencer Teerão a reabrir o Estreito de Ormuz, uma importante rota de trânsito de hidrocarbonetos através da qual passam cerca de 45% das importações de petróleo e gás da China.

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