Riddell reforça liminar contra invasão de terras em MS

Ele se referiu ao conflito fundiário que eclodiu na Cidrolândia no último final de semana

Governador Eduardo Riedel discursa em evento na Famasul (Foto: Juliano Almeida)

Durante evento internacional na Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul), na manhã desta quinta-feira (18), o governador Eduardo Riedel (PP) disse que o estado “não tolerará nenhum tipo de desordem” causada pela ocupação de terras reivindicadas como indígenas, o conflito entre Teródia e agricultores começou no último domingo. (14).

O governador Eduardo Riedel disse durante evento na Famasul que Mato Grosso do Sul não tolerará a tomada de terras indígenas que causa caos, citando conflitos entre terena e agricultores de Cidrolândia. Defendeu a atuação do Primeiro Ministro e distinguiu a questão da ordem pública da disputa fundiária, que dependia do Congresso Nacional para uma solução definitiva.

Declarou ainda que “não há um centímetro de terra no estado de Mato Grosso do Sul onde o estado não possa estar presente, garantindo a ordem, a institucionalização, os direitos do povo”, referindo-se à atuação de forças policiais sob comando estatal, como o Primeiro Ministro (polícia militar), em áreas rurais, em propriedades privadas ou estatais.

Essa presença ocorre em meio a conflitos em curso e é historicamente uma realidade no estado, quando é questionada pela ADPF (Argumento de Descumprimento de Preceitos Fundamentais) que tramita no STF (Supremo Tribunal Federal) desde 2023.

Para defender a ação policial, ele apontou a prática do crime ao tentar tomar duas fazendas em Sidrolândia. Ele disse: “Estamos cumprindo a lei. Então, desacato, roubo, roubo qualificado (…) crime é crime, não importa quem faz, como é feito, o Estado não vai tolerar”.

Informou que houve uma “agressão directa, ataque, propriedade completamente legítima, destruição de propriedade privada, roubo” e na sequência disso, o Primeiro-Ministro “trabalhou para estabelecer a ordem, para poder recuperar coisas roubadas, para encaminhar acusações de criminosos, ‘líderes negativos’” porque nesta comunidade não podemos existir.

Várias perguntas – Riddell também argumentou que as “distúrbios” precisam ser distinguidas nas disputas de terras. Segundo ele, as propostas para romper o impasse no Congresso Nacional se arrastam há anos. O governador mencionou que existe uma PEC (Proposta de Emenda Constitucional), questões no STF (Supremo Tribunal Federal) e foi criado um grupo de trabalho para discutir uma saída, mas que ainda não concluiu os encaminhamentos.

Por fim, declarou que o Estado estava orgulhoso dos povos indígenas e queria cooperar para acabar com o conflito fundiário.

“Temos muito orgulho das comunidades indígenas do estado. Eles formaram a nossa cultura, as oito etnias que estão aqui e queremos dar uma solução concreta para esse caso, que passa pelo Congresso Nacional, e o estado está trabalhando em formas de manter a ordem e a garantia no estado, ao mesmo tempo, conseguirá encontrar um marco jurídico concreto dentro do Congresso Nacional”.

Confronto em Seadroland – No domingo, o povo indígena Terena marchou pelas terras das Fazendas São Sebastião e Água Clara, localizadas na mira do processo de demarcação da Terra Indígena Buriti, que tramita na Justiça há mais de 10 anos. Após mediação da Funai (Fundação Nacional dos Povos Indígenas) e do MPI (Ministério dos Povos Indígenas), eles recuaram, mas permaneceram na área divisa com a propriedade.

Ontem (17), advogados que representam os tribais levaram ao Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido para propor indenização aos agricultores, para que as terras ancestrais reivindicadas pelos tribais possam ser reclamadas por meio de processo judicial.

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