Reflexões sobre feminismo e violência contra a mulher por Emily Atias

A atriz partilhou uma mensagem ampla após a nova mobilização de Ni Una Menos e manifestou a sua preocupação com a violência contra as mulheres e o futuro das gerações mais jovens.

O dia 3 de junho marcou o novo aniversário de Ni Una Menos, um movimento nascido em 2015 para tornar visível e exigir o fim do feminicídio e da violência de gênero na Argentina. Neste contexto, Emilia Atias partilhou profundas reflexões nas suas redes sociais, onde manifestou a sua preocupação pela situação que vivem milhares de mulheres e famílias.

Foi publicado após um dia marcado pela mobilização de massas em todo o país e pelo alvoroço que se seguiu aos feminicídios de Agostina Vega e Dulce Candia.

Com um texto emocionante, a atriz passou a relembrar as vítimas da violência machista e as famílias afetadas por perdas irreparáveis.

Em suas palavras, argumentou que a violência não é algo natural, mas um problema que a sociedade deve enfrentar coletivamente. Ela também apelou ao fim da naturalização das situações que muitas mulheres enfrentam todos os dias e apelou a mudanças profundas para evitar novas tragédias.

“Estou pensando em todas as mulheres que hoje não estão mais aqui”, escreveu ela no início da mensagem, onde também expressou seu desejo de que a empatia se traduza em ações concretas.

O cuidado de Emily Attia com sua mãe

Uma das passagens mais ressonantes da questão foi relacionada à maternidade. Attias falou sobre o medo que muitas mães enfrentam quando pensam no futuro das suas filhas e sobre os riscos que as mulheres enfrentam simplesmente por serem mulheres.

“Gostaria de ser pai sem medo”, expressou ele, refletindo sobre a carga emocional de ensinar defesas sem incutir medo ou desconfiança.

Além disso, afirmou que não deseja que a filha cresça com medo ou ressentimento, mas sim numa sociedade onde a igualdade e o respeito sejam os principais valores.

O movimento Ni Una Menos nasceu em 3 de junho de 2015, quando uma multidão se reuniu em mais de 80 cidades da Argentina para exigir o fim dos feminicídios e de todas as formas de violência contra as mulheres.

Desde então, a data tornou-se um símbolo de luta e conscientização, que reúne milhares de pessoas em diversos pontos do país todos os anos.

Neste contexto, as reflexões de Emily Atias juntaram-se às vozes de diversas figuras públicas que optaram por utilizar as suas redes sociais para dar visibilidade a um tema que continua a suscitar preocupação e debate.

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