Em plena marcha de Ni e Menos, outro caso de feminicídio ocorreu na cidade de Temperley, bairro sul de Buenos Aires.
Noélia Rivero Juntou-se à deplorável e infame lista de feminicídios ocorridos na Argentina em 2026. A menina de 30 anos morava nos subúrbios ao sul de Buenos Aires e seu caso mais uma vez causou forte ressonância nesta marcha “Ni una Menos”. A sua morte trouxe mais uma vez à tona necessidades urgentes, como salvaguardas para as vítimas de violência baseada no género.
O incidente aconteceu em 30 de maio em uma casa no quarteirão 1700 da Rua Lavalle, em Temperley. De acordo com o estudo, Noelia conseguiu ligar para o 911 pedindo ajuda e relatou que seu parceiro a estava segurando dentro de casa.. Quando a polícia conseguiu entrar na casa, encontrou-o morto com múltiplas facadas.
A investigação revelou também que houve denúncias e que a vítima havia procurado ajuda antes do assassinato. A situação levantou questões sobre os mecanismos de prevenção e proteção contra a violência sexual. Seu feminicídio Thomas Adrian Nunez, de 37 anos, foi preso após o crime.
Após a morte de Noelia, detalhes de sua vida vieram à tona. Seu sonho era ser confeiteira.seu irmão disse nas redes sociais. Além disso a jovem queria ser mãe. “Ela era gentil e capaz de realizar seus sonhos, capaz de amar e amar a todos de verdade. Nunca houve conflito. Nunca houve problema, nunca em sua vida ela poderia ter machucado alguém.”ele esclareceu.
Segundo familiares, a jovem começou a manifestar seu medo pela atitude do companheiro e pouco antes do crime relatou situações violentas. Seus familiares testemunharam que ele vivenciava um relacionamento caracterizado pelo controle e pelo medo.