O Supremo Tribunal Federal do Brasil ordenou uma investigação sobre se o candidato presidencial de direita Flávio Bolsonaro emitiu declarações difamatórias sobre seu rival eleitoral, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Na quarta-feira, foi publicada decisão do ministro Alexandre de Moraes, permitindo que a Polícia Federal prosseguisse com investigação sobre postagens publicadas por Bolsonaro em janeiro.

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Bolsonaro, na época, respondeu à notícia de que os Estados Unidos haviam sequestrado o presidente venezuelano Nicolás Maduro com insinuações que ligavam Lula a crimes.

“Lula será exposto”, postou Bolsonaro na plataforma de mídia social X, com capturas de tela de Maduro algemado e um artigo sobre Lula.

Ele então previu que a aliança de esquerda conhecida como Fórum de São Paulo entraria em colapso em um escândalo.

“É o fim do Fórum de São Paulo: tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, apoio a terroristas e ditaduras, eleições fraudulentas”, escreveu Bolsonaro.

Existem limitações à liberdade de expressão no Brasil e, de acordo com seu código penal, a difamação pode ser crime. Os procuradores têm a opção de exigir penas mais severas por difamação contra presidentes ou chefes de estado.

A Polícia Federal tem prazo de 60 dias para realizar a investigação inicial.

Mas, numa declaração à imprensa local, um porta-voz de Bolsonaro, senador pelo Rio de Janeiro, denunciou a investigação como uma violação dos seus direitos.

“O senador limitou-se a relatar factos e detalhar crimes pelos quais Nicolás Maduro foi preso e está a ser processado internacionalmente”, refere o comunicado, acrescentando que não houve “acusação criminal direta contra” Lula.

Bolsonaro e Lula estão atualmente em uma disputa acirrada pela presidência antes das eleições gerais de outubro.

Uma pesquisa divulgada esta semana pela empresa de pesquisas Quaest mostra Lula ligeiramente à frente no primeiro turno, com 37% dos votos, em comparação com os 32% de Bolsonaro.

Mas se a corrida prosseguir para um segundo turno, o favorito vira. Nas pesquisas, Bolsonaro está ligeiramente à frente em uma disputa individual contra Lula, obtendo 42 por cento de apoio, em comparação com os 40 por cento do atual presidente.

A pesquisa tem uma margem de erro de cerca de 2%, o que significa que os resultados não são conclusivos. Faltam também quase cinco meses e meio para o primeiro turno de votação, em 4 de outubro.

Tanto Bolsonaro quanto Lula são figuras conhecidas na esfera política brasileira.

Para Lula, de 80 anos, a corrida deste ano o levará a concorrer ao quarto mandato. Anteriormente, atuou como presidente de 2003 a 2011, e depois concorreu novamente em 2022, derrotando o pai do senador Bolsonaro, Jair Bolsonaro, o presidente em exercício naquele ano.

O Bolsonaro mais velho está atualmente servindo um Pena de prisão de 27 anos por tentar subverter os resultados daquela eleição.

As margens foram estreitas no segundo turno de 2022, e o então presidente Bolsonaro recusou-se a admitir a derrota, sugerindo, em vez disso, que havia “falhas” nas urnas eletrônicas que favoreciam Lula.

Seus apoiadores saíram às ruas para protestar contra sua perda, bloqueando estradas e atacando a sede da polícia na capital, Brasília.

A agitação culminou com um ataque, em 8 de janeiro de 2023, contra prédios governamentais na capital, que foi visto como uma tentativa de desencadear um levante militar contra a liderança de Lula.

O ex-presidente Bolsonaro foi posteriormente condenado em setembro de 2024 por conspirar para permanecer no poder, com promotores apresentando evidências que ele e seus aliados exploraram opções, incluindo convocar novas eleições e assassinar Lula.

O ex-presidente negou qualquer irregularidade e acusou os seus adversários de uma caça às bruxas política.

Em dezembro, seu filho mais velho, Flávio, 44 ​​anos, entrou na corrida presidencial de 2026 com seu endosso do pai. Ele sugeriu que buscaria a liberdade de seu pai como parte de sua campanha.

No início deste ano, Lula vetou um projeto de lei que teria reduzido a pena de prisão de Jair Bolsonaro. Ele denunciou as ações de seu antecessor como uma tentativa de golpe.

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