Fita adesiva, luvas e máscaras são insumos básicos utilizados no dia a dia na confecção de curativos. Porém, desde dezembro, esses itens aparecem como “desaparecidos” em uma lista de materiais para atendimento de Antonio Carlos da Silva Filho, 43 anos, paciente acamado em Campo Grande.
Pacientes acamados da USF Aero Itália, em Campo Grande, correm risco de morte por falta de insumos básicos para curativos. Antonio Carlos, 43 anos, cadeirante há 18 anos desde o assalto, conta com os cuidados diários da unidade, que desde dezembro sofre com falta de esparadrapos, luvas, máscaras e gazes. Apenas seis dos 13 itens obrigatórios estão disponíveis. A Sesau não respondeu a um pedido de comentário.
ao procurar Notícias de Campo GrandeAntonio disse que se tornou cadeirante há 18 anos, após ser vítima de um assalto. Ela mora com a mãe, de 85 anos, que não tem condições de ajudá-la nos cuidados. Portanto, você precisará visitar frequentemente a USF (Unidade de Saúde da Família) Aero Italia para fazer curativos nas feridas abertas resultantes do ataque.
“Todo dia eu uso roupa lá porque minha mãe não tem condições de fazer para mim. Falta material, metragem e outras coisas. Comprei algumas vezes, mas agora não tenho condições”, disse.
Segundo ele, nesta manhã foram utilizados pedaços de fita adesiva para melhorar o atendimento. Para o dia seguinte, porém, não há mais oferta suficiente para garantir o procedimento. O paciente manteve listas de dezembro do ano passado e fevereiro, março e abril deste ano indicando falta de repetição de materiais.
Os itens perdidos incluem seringa, máscara descartável, luvas estéreis, curativos, compressas e coletores. No total, dos 13 produtos que deverão estar disponíveis, a unidade conta com apenas seis.
“Amanhã não poderei fazer o curativo e a clínica que me atende não tem insumos. Falta esparadrapo, falta muita coisa. Não quero morrer, tenho que fazer esse procedimento todos os dias. Meu curativo é enorme, do tamanho de dois palmos”, disse.
A reportagem pediu que a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde Pública) comentasse a falta de insumos. Nenhuma resposta até agora. O espaço está aberto.







