Fabio Fogassa é investigado por ser o mandante do assassinato da herdeira de Magnólia, Maria José
O processo de inventário de Magnólia Fogaca Marques, primeira ex-vereadora de Ribas do Rio Pardo, foi suspenso pela Justiça apenas seis dias depois de uma das herdeiras, María José de Oliveira Becerra, 70 anos, ter sido assassinada com 14 facadas na casa onde morava. A decisão foi proferida no dia 23 de junho após pedido apresentado por María José e sua irmã, María Jeni de Oliveira Gois, que buscavam o reconhecimento da maternidade socioeconômica.
Maria José de Oliveira Becerra, 70 anos, foi morta a facadas 14 vezes em Ribas do Rio Pardo seis dias depois de a Justiça suspender o inventário da ex-vereadora Magnólia Fogasa Marques. A principal motivação da investigação é uma disputa por herança. Rogério Nascimento da Silva se declarou culpado e disse ter agido por ordem de Fabio Santos Fogaca, sobrinho do homem preso.
A principal linha de investigação da Polícia Civil é que o crime foi motivado por uma disputa pela herança deixada por Magnólia, cujos bens declarados valem R$ 371 mil. O principal suspeito da execução de María José, Rogério Nascimento da Silva, confessou o assassinato e disse ter agido por ordem do sobrinho da vítima, Fabio Santos Fogaca, que também foi preso.
Na ação proposta em setembro do ano passado, Maria José e Maria Jenny alegaram que foram feitas por Magnólia, embora nunca tenham sido formalmente aceitas. Os dois pedem que o tribunal reconheça sua ascendência de influenciador social para que possam oficialmente se tornar parte do legado do ex-vereador.
Segundo a petição, Maria José começou a morar com Magnólia em 1957, aos 2 anos, quando passou a receber moradia, apoio financeiro e cuidados da ex-vereadora. Ele afirmou que morava com Magnólia há 67 anos e mantinha com ela uma relação mãe-filha mútua, contínua e duradoura.
Maria Jeni relatou que veio para Ribas do Rio Pardo ainda criança, vindo com a família de Minas Gerais. Em 1984, ela foi morar com Magnólia depois que o ex-vereador obteve a guarda temporária dela com o consentimento de seus pais biológicos. Segundo Kriya, o que poderia ser uma medida temporária torna-se certo, consolidando laços de afeto e convivência familiar até a morte de Magnólia, em 2024.
Os autores informaram ainda ao tribunal que já tramita uma ação declaratória de maternidade de impacto social. publicar Mortem e sustenta que, caso o pedido seja acatado, terão direito a herdar em igualdade de condições com os demais herdeiros. Portanto, solicitaram a suspensão do inventário enquanto se aguarda o julgamento final da ação.
Ao analisar o pedido, o juiz percebeu que o reconhecimento definitivo dos novos herdeiros poderia alterar diretamente a composição da tabela sucessória, a legitimidade das partes e a divisão de bens. Na decisão, destacou que a continuação do inventário poderá originar obras passíveis de revisão no futuro, razão pela qual ordenou a suspensão do processo por um ano ou até ao julgamento das medidas de maternidade de impacto social.
Ribas do Río Pardo possui pelo menos sete propriedades cadastradas diretamente sob o nome Magnólia Marques Fogasar, entre áreas rurais e terrenos urbanos. Empresa Imobiliária Esteves & Cia Ltda. Também reivindicou outros imóveis registrados em seu nome, dos quais o ex-vereador era sócio, argumentando que ele exercia a propriedade integral dos bens. Essas propriedades também estão sujeitas a disputas de herança.
investigação- Maria José foi morta no dia 29 de junho, seis dias após a suspensão do inventário. Ele foi encontrado morto dentro da residência com 14 facadas.
Neste domingo (5), Rogério Nascimento da Silva confessou o crime de fazer refém um garçom de restaurante em Campo Grande. Durante negociações com a Polícia Militar, ele disse ter matado María José a mando do sobrinho da vítima, Fabio Santos Fogasa.
Rogério diz que concordou em matar Fábio após uma promessa que fez anteriormente. Segundo ele, conseguiu álcool e cocaína do mandante acusado antes do crime. A Polícia Civil investigou o caso como homicídio culposo e considerou a disputa por herança familiar como principal motivo do homicídio.
O sobrinho da vítima, Fabio Santos Fogasa, de 45 anos, foi preso preventivamente na manhã desta segunda-feira (6). Segundo a Polícia Civil, a investigação reuniu depoimentos de testemunhas, imagens de câmeras de segurança e outros materiais que fundamentaram o pedido de prisão expedido pela Justiça. As investigações tiveram apoio do GOI (Grupo de Operações e Investigações) e da DHPP (Delegacia Especializada em Homicídios e Proteção à Pessoa).







