O prefeito da cidade também foi inocentado da suspeita de compra do caminhão apreendido

Operação da Polícia Federal na cidade de Ivinhema. (Foto: PF)

O empresário Luiz Carlos Honório, dono de uma loja de móveis em Evinheimer, a 289 quilômetros de Campo Grande, foi absolvido das acusações de tráfico de drogas na Justiça Federal. Sem participar do processo, o prefeito do município, Juliano Ferro Barros Donato (PL), se inocentou da suspeita de ter herdado um caminhão, que pertencia a Honório e foi vendido a ele.

O empresário Luiz Carlos Honório, dono de uma loja de móveis em Eivinheim, foi absolvido pela Justiça Federal das acusações de tráfico de drogas. O juiz Bruno Stam apenas condenou Ednailson Leal, conhecido como “Piramboia”, a alvo da Operação Lepidosirene apenas em 2024. A decisão também tira dúvidas sobre o prefeito Giuliano Donato, que comprou de Honório uma caminhonete Silverado para uma traineira e um cheque de R$ 380 mil considerados de natureza comercial.

Durante a investigação, a Polícia Federal deflagrou a Operação Lepidosiren em agosto de 2024. O nome foi dado devido ao apelido do alvo principal, Ednailson Marcos Queiroz Lille, “Piramboia”. Lepidosiren paradoxa é o nome científico da Piramboia, peixe da bacia amazônica que tem a capacidade de respirar fora d’água. Ele vendeu um caminhão Silverado para Honorio e ele vendeu para Donato.

Em decisão tomada dois dias antes, em 20 de maio, o juiz da 1ª Vara Federal de Ponta Porã, Bruno Barbosa Stamm, considerou Piramboia culpado e absolveu outros dois réus: Eldo Andrade Aquino e Honório.

Segundo a decisão, não há provas suficientes de que Luis Carlos e Eldo integrassem uma organização criminosa voltada ao tráfico de drogas. Foi ordenada a devolução integral dos bens roubados do empresário durante a investigação, incluindo carros, máquinas e mais de R$ 103 mil em dinheiro.

A defesa insiste que as negociações entre Ferro e Honório – a compra de um imóvel e de uma picape Silverado – foram realizadas no âmbito de uma relação comercial privada, “sem qualquer indício de que o prefeito tivesse conhecimento da investigação em curso ou da suposta ilegalidade por parte do vendedor”. Ferro pagou o Silverado com uma traineira e um cheque pré-datado de R$ 380 mil.

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