O gato foge e o motorista foge sem ajudar o CG

Há poucos minutos o gato havia fugido de casa; Tutor carrega o redutor de velocidade para parar a velocidade na estrada

O gato Café, de aproximadamente um ano e meio, morreu na manhã deste domingo (28) após correr na Avenida Tamer Gelai, no bairro Campo Grande Sírio Libanês. Imagens de câmeras de segurança registraram o animal sendo atropelado por um carro enquanto atravessava a rua. A filmagem mostra que o motorista não parou para prestar socorro e saiu do local.

O gato Café, de aproximadamente um ano e meio, morreu na manhã deste domingo (28) após correr no Gellai da Avenida Tamer, em Campo Grande. O motorista, que dirigia um Fiat Mobi branco, não prestou socorro. A proprietária Daniele Reis tentou localizar o veículo para registrar reclamação na Decat e aproveitou o caso para alertar sobre a falta de dispositivos redutores de velocidade em estradas onde outros animais já morreram em circunstâncias semelhantes.

A dona do animal, Danieli Larisa Silva dos Reis, 28 anos, disse que o café fugiu da casa minutos antes do acidente. Adotado ainda gatinho após ser resgatado da rua, o gato foi castrado, vacinado e morava dentro do abrigo.

Ele explica que a casa tinha barreiras para evitar a fuga, mas ainda assim tinha o hábito de escapar pelo telhado. Segundo Daniele, a família demorou cerca de meia hora para perceber que o animal havia fugido. Enquanto isso, Café atravessou a avenida e acabou atropelado.

“Já colocamos vários obstáculos para impedir que ele escapasse, mas, estando na rua, ele conseguia sair algumas vezes. Quando percebemos, colocamos ele de volta dentro de casa”, disse Danieli.

Gato Café, com cerca de um ano e meio, foi adotado pela família em janeiro do ano passado (Foto: Arquivo Pessoal).

O acidente aconteceu por volta das 10h. Na imagem registrada por uma câmera de segurança, é possível ver um Fiat Mobi branco, que vinha sendo utilizado para prestação de serviços, carregando uma escada no teto e atingindo o animal. Segundo o responsável, o motorista continuou o trajeto sem diminuir a velocidade ou prestar qualquer assistência.

Os familiares receberam a notícia do acidente por diversas vias. A mãe de Danielle encontrou o gato caído ao sair de casa, com vizinhos compartilhando a informação em um grupo de mensagens do outro lado da rua. Ele relata que um vizinho acreditou que o animal tivesse sido envenenado, mas, após verificar as câmeras de segurança, o café foi invadido.

Agora, Danieli tenta identificar o veículo para prestar queixa na Dekat (delegacia especializada em prevenção de crimes ambientais e assistência turística) responsável por investigar crimes contra animais.

Além de buscar a identidade do motorista, o responsável espera que o caso chame a atenção para a necessidade de melhorar a segurança viária na Avenida Tamer Gellai. Segundo ele, os moradores reclamam da velocidade dos veículos e da falta de dispositivos de redução de velocidade.

Danieli afirma que este não será um caso isolado. Segundo ele, moradores contam que outros animais já morreram na mesma estrada.

“É uma estrada muito movimentada, é usada como rota de autoescola e não tem lombadas nem semáforos. Há também um condomínio popular na região, com muita criançada”, relata. “Mais do que descobrir quem fez isso, queremos chamar a atenção para a necessidade de melhorar a sinalização da avenida. Um redutor de velocidade ajudaria muito”, acrescentou Tutor.

Este caso foi sugerido por um leitor que enviou uma mensagem pelo canal Direto da estrada.

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