Os mercados reagem às sobretaxas propostas por Trump e à incerteza no Médio Oriente

nota de dólar (Foto: Valter Campanato/Agence Brasil)

O dólar foi cotado nesta quarta-feira (3) em alta de 1,15%, a R$ 5,0665, enquanto o Ibovespa caiu 2,22% e encerrou a sessão aos 170.331 pontos. Os mercados reagiram ao anúncio de novas tarifas propostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros e à incerteza em torno das negociações entre os Estados Unidos e o Irã.

O dólar fechou em alta de 1,15% nesta quarta-feira, cotado a R$ 5,0665, enquanto o Ibovespa caiu 2,22%, aos 170.331 pontos. O mercado reagiu ao anúncio norte-americano de uma sobretaxa adicional de 12,5% sobre os produtos brasileiros, além da já anunciada tarifa de 25%, que poderá chegar a 37,5%. A medida se baseia em alegações de que o Brasil não proíbe produtos feitos com trabalho forçado. A incerteza sobre as negociações entre os EUA e o Irão também exerce pressão sobre os activos.

O governo americano anunciou uma sobretaxa adicional de 12,5% sobre produtos brasileiros com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA. A medida se soma à tarifa de 25% anunciada no início do dia, mas ainda depende de implementação.

Segundo investigação conduzida pelo governo dos EUA, o Brasil e outros países não tomam medidas consideradas suficientes para impedir a entrada de produtos feitos com trabalho forçado. Washington argumenta que esta situação cria uma concorrência desigual para as empresas e trabalhadores americanos.

Estimativas do governo brasileiro indicam que a carga tarifária poderá chegar a 37,5% se as duas medidas forem implementadas. A perspectiva aumentou a cautela dos investidores e pressionou os activos nacionais.

A situação internacional também afetou os negócios. Declarações divergentes de autoridades dos EUA e do Irã levantaram dúvidas sobre o futuro das negociações entre os dois países. Devido à instabilidade, o preço do petróleo aumentou no mercado internacional.

O barril de petróleo Brent está perto de US$ 98, enquanto o WTI ultrapassou os US$ 96. A valorização das matérias-primas reforçou a aversão ao risco nos mercados globais.

No acumulado do ano, o dólar caiu 7,69%. O Ibovespa manteve valorização de 5,71% apesar da queda registrada nesta sessão.

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