O dólar comercial fechou em alta de 2,31% nesta quarta-feira (13) e encerrou o dia valendo R$ 5,00, o maior ganho diário registrado pela moeda neste mês. Avanços foram obtidos em meio a tensões geopolíticas e reações à cautela do mercado internacional e à situação política do Brasil.
O dólar comercial fechou em alta de 2,31% nesta quarta-feira (13), cotado a R$ 5,0085, impulsionado pela maior valorização diária do mês, pelas tensões geopolíticas, pela cautela nos mercados internacionais e pelo cenário político no Brasil. A Ebovespa caiu 1,80%, a 177.098 pontos. O petróleo Brent sobe acima de US$ 107 em meio às tensões no Estreito de Ormuz. No Brasil, isso refletiu a eliminação de impostos sobre compras internacionais de até US$ 50. No ano, o dólar ainda perdeu 8,75%.
O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, caiu 1,80% e encerrou aos 177.098 pontos.
A moeda norte-americana ultrapassou mais uma vez a marca dos R$ 5 em meio a uma busca global por ativos considerados seguros. Os investidores acompanharam o encontro entre o presidente dos EUA, Donald Trump (republicano), e o líder chinês, Xi Jinping, em meio a tensões comerciais entre as duas maiores economias do planeta.
Os mercados também reagiram à deterioração da crise no Médio Oriente. Os preços do petróleo Brent subiram acima dos 107 dólares por barril, na sequência de novas ameaças envolvendo o Estreito de Ormuz, uma rota estratégica para o transporte global de petróleo e gás.
No Brasil, os investidores divulgaram uma nova pesquisa eleitoral e acompanharam as implicações financeiras de uma medida temporária assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que retirou o imposto federal sobre compras internacionais de até US$ 50 em plataformas digitais. A decisão acabou com a cobrança conhecida como “imposto da blusa”.
No acumulado da semana, o dólar registrou ganho de 2,34%. No mês, a valorização atingiu 1,15%. Apesar das pressões recentes, a moeda ainda caiu 8,75% em 2026.


















