MPMS e EUA renovam acordo contra crimes fronteiriços

A parceria facilita a troca de informações e amplia a cooperação contra a fraude e o crime internacional

o procurador-geral do MPMS, Romão Avila Millhan Jr. e o cônsul-geral dos Estados Unidos em São Paulo, Kevin Murakami. (Foto: Raça/MPMS)

O MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) e o Consulado Geral dos Estados Unidos da América em São Paulo renovaram nesta quinta-feira (25), em São Paulo (SP), um acordo de cooperação para compartilhar informações contra fraudes de vistos e passaportes, bem como crimes transnacionais nas fronteiras de Mato Grosso e Bóvia do Sul.

O Ministério Público de Mato Grosso do Sul e o Consulado Geral dos EUA em São Paulo renovaram um acordo de cooperação para combater a fraude de vistos e passaportes e o crime transnacional nas fronteiras do Paraguai e da Bolívia. O memorando, assinado pelo procurador-geral Romao Avila Milhan Jr. e pelo cônsul Kevin Murakami, renova a parceria a partir de 2021.

A renovação ocorreu por meio da assinatura de um Memorando de Entendimento. O documento foi assinado pelo procurador-geral do MPMS, Romão Avila Milhan Jr., e pelo cônsul-geral dos Estados Unidos em São Paulo, Kevin Murakami, em cerimônia conduzida pelo Serviço de Segurança Diplomática do Consulado.

Segundo o Ministério Público, o novo memorando renova a parceria estratégica estabelecida em maio de 2021, quando as instituições assinaram um memorando de cooperação técnica. O acordo mantém a cooperação entre o MPMS e o Consulado Norte-Americano, que tem Mato Grosso do Sul como distrito consular.

O documento autoriza o compartilhamento de informações entre instituições com foco no combate à fraude de vistos e passaportes. A parceria proporciona cooperação em procedimentos investigativos e no combate ao crime transnacional ao longo das fronteiras do Mato Grosso do Sul com o Paraguai e a Bolívia.

Desde a assinatura do primeiro convênio, a colaboração permitiu que a ESMP-MS (Escola Superior do Ministério Público de Mato Grosso do Sul) oferecesse cursos aos associados e funcionários da instituição. A formação incluiu técnicas de entrevista e interrogatório, análise de inteligência, detecção de branqueamento de capitais, tráfico de seres humanos, tráfico de drogas e fraude documental.

Segundo o MPMS, os cursos utilizaram ferramentas baseadas na experiência dos órgãos federais de segurança dos EUA. Segundo a organização, a renovação reforça o compromisso das partes com a segurança pública, a integridade do sistema de viagens e o combate conjunto às organizações criminosas transnacionais que operam na região.

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