O mercado reage ao colapso do petróleo, à inflação acima da meta e ao debate na escala 6×1

nota de dólar (Foto: Valter Campanato/Agence Brasil)

O dólar fechou esta quarta-feira (27) em alta de 0,66%, cotado a R$ 5,0607, enquanto o Ibovespa caiu 0,48%, a 175.744 pontos, devido ao impacto do andamento das negociações entre Estados Unidos e Irã, da publicação da prévia da inflação brasileira e do acordo para reduzir a tramitação da PEC durante o fim de semana de trabalhos no Congresso Nacional.

O dólar fechou em alta de 0,66% nesta quarta-feira (27), cotado a R$ 5,0607, enquanto o Ibovespa caiu 0,48%, a 175.744 pontos, influenciado pelo andamento das negociações entre Estados Unidos e Irã, que subiram 6% no texto pelo IPCA-15 e 6% no texto base em maio, acima das expectativas do IPCA-15. Reduz a jornada de trabalho semanal para 44 por 40 horas na Câmara dos Deputados.

A valorização da moeda norte-americana ganhou força depois que a Casa Branca “progrediu bem” com o Irã. Os mercados interpretaram a situação como um sinal de alívio das tensões no Médio Oriente, um factor que empurrou os preços internacionais do petróleo para baixo ao longo do dia.

Por volta das 17h15, o barril de Brent caía 4,63%, cotado a US$ 94,97. O WTI, referência dos EUA, caiu 4,76%, sendo negociado a US$ 89,42.

O governo iraniano também sinalizou um baixo risco de conflito militar. As autoridades do país disseram que a guerra é improvável, apesar das diferenças que ainda persistem nas negociações com os americanos.

No Brasil, os investidores acompanham a aprovação do texto base da medida proposta no final da escala 6×1. A proposta passou por uma comissão da Câmara dos Deputados e ainda depende de votação em plenário antes de ir ao Senado.

O parecer prevê redução da jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas sem redução salarial, além de período de transição de até 14 meses para adaptação das empresas.

Outro fator que influencia o mercado é a divulgação do IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Aumentado 15), que é a previsão oficial de inflação do país. O índice subiu 0,62% em maio, acima das expectativas do mercado financeiro, que projetava alta de 0,57%.

Nos últimos 12 meses, a inflação atingiu 4,64%, acima da meta estabelecida pelo governo federal. Os factores de alimentação, abrigo e saúde pressionam os preços.

A alimentação consumida em casa teve forte influência nos resultados. Batatas, tomates, leite longa vida e carne aumentaram, enquanto maçãs e café moído ficaram mais baratos.

A energia elétrica residencial também pesou no índice com alta de 2,16%, impulsionada pelas bandeiras tarifárias amarelas e pelo realinhamento nas capitais nordestinas.

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