IA monitora queimadas no Pantanal com câmeras 360°

O sistema cobre todos os 76.852 hectares da unidade de conservação e detecta focos de calor em segundos

Câmeras de monitoramento em torre no Pantanal. (Foto: Divulgação)

Duas torres de observação equipadas com câmeras de alta resolução e rotação de 360 ​​graus, operadas por inteligência artificial integrada a imagens de satélite, formam o mecanismo de monitoramento de queimadas no Parque Estadual Pantanal do Rio Negro, em Aquidowna. A estrutura foi montada pelo Imasul (Instituto Ambiental de Mato Grosso do Sul) em parceria com a empresa bruxelense e incorporadora umgrauemeio.

Duas torres com câmeras de alta resolução e inteligência artificial monitoram o incêndio de 76.852 hectares no Parque Estadual do Pantanal do Rio Negro, em Aquidauana. Do Imasul a Bruxelas e grau e meio, o sistema detecta pontos quentes em segundos e envia alertas automáticos. As imagens de Campo Grande são analisadas pela plataforma Pantera, que modela a propagação do fogo e aciona os bombeiros.

A eficácia e os resultados práticos das inspeções eletrônicas no parque foram tema de debate hoje na Pantanal Tech Technology Fair, em Aquiduna. O Painel de Sistemas de Controle de Incêndios reuniu técnicos de Bruxelas, MS Florestal e Semadesk (Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação) para apresentar os indicadores gerados pela ferramenta aos produtores e moradores da região.

O sistema cobre todos os 76.852 hectares da unidade de conservação e detecta focos de calor em segundos, enviando alertas automáticos para agilizar o combate a incêndios. Os dispositivos de monitoramento possuem zoom óptico de 30x e operam com captação própria de energia e conexão via rádio ou internet.

Assinando o acordo esta manhã, Pantanal Tech. (Foto: Divulgação)

As imagens captadas na reserva são enviadas em tempo real para a sala de controle localizada em Campo Grande, instalada no Centro Integrado de Operações de Segurança e no Centro de Proteção Ambiental. Usando um programa de computador chamado Plataforma Pantera, as equipes cruzaram dados visuais com observações de satélite para calcular um índice diário de risco de incêndio, modelar matematicamente a propagação do fogo e acionar brigadas e bombeiros.

A implementação do sistema é resultado de um acordo de cooperação de 10 anos assinado em 2023 entre agências estatais e o setor privado. O plano de conservação abrange o apoio a outras unidades de conservação públicas do estado, incluindo os parques estaduais Nascentes do Rio Taquari, Do Prosa, Matas do Segredo e Várzeas do Rio Ivinhema.

A área do Rio Negro protegida por monitoramento abriga 124 espécies de mamíferos, como onças e cervos-do-pantanal, 463 espécies de aves, 405 espécies de peixes, 50 espécies de répteis e mais de 772 espécies de plantas listadas.

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