As campanhas não poderão pagar por publicidade seletiva em plataformas da empresa, como o YouTube
O Google decidiu manter a proibição de fazer campanha em suas plataformas no Brasil para as eleições de 2026. A medida já foi adotada nas eleições municipais de 2024 e atinge novamente anúncios políticos pagos em serviços como YouTube, busca do Google e rede de display da empresa.
O Google decidiu manter a proibição de publicidade eleitoral em sua plataforma no Brasil para as eleições de 2026, medida já em vigor em 2024. Candidatos, partidos e federações não podem celebrar contratos de publicidade paga no YouTube, no Google e na rede de display da empresa. A decisão foi justificada diante da falta de mudanças nas regras do TSE e poderia redirecionar os investimentos para outras plataformas digitais.
Na prática, candidatos, partidos e federações não poderão contratar publicidade eleitoral paga na plataforma da empresa durante a campanha. A decisão ocorre em meio a regras estabelecidas pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) para publicidade política online e deve afetar diretamente as estratégias digitais da campanha neste ano.
Segundo informações publicadas pelo jornal Poder360, o Google discutiu internamente a possibilidade de uma revisão da política em 2026 tendo em vista o potencial financeiro da publicidade seletiva em disputas nacionais e estaduais. As estimativas citadas pela Car são de que a modalidade poderá gerar até R$ 200 milhões de receita para a empresa, valor que não foi confirmado oficialmente.
Em nota enviada ao Poder360, o Google afirmou que decidiu manter a política adotada em 2024 por não ter havido alterações nas regras do TSE relativas às campanhas eleitorais digitais. “A partir de 2024, o Google Ads não permitiu a veiculação de anúncios políticos no país. Estamos comprometidos em apoiar a integridade das eleições em todo o mundo e nos envolveremos com as autoridades nesse sentido”, afirmou a empresa.
No ano passado, a empresa reclamou de insegurança jurídica na resolução aprovada pelo TSE. A empresa entendeu que a regra aumentava o risco de responsabilização da plataforma por conteúdos impulsionados por campanhas políticas.
Regras de aumento- O debate sobre a publicidade selectiva na Internet intensificou-se nos últimos anos, à medida que avançavam as discussões sobre a desinformação, a transparência publicitária e a responsabilização das grandes empresas tecnológicas. As normas do TSE estabelecem critérios específicos para promoção de conteúdos, identificação de anunciantes e deveres das plataformas digitais em períodos eleitorais.
O calendário eleitoral de 2026 já prevê datas específicas para a realização dessas propagandas. Segundo o TSE, até o dia 20 de julho, os provedores de Internet que quiserem oferecer melhorias seletivas deverão apresentar informações que comprovem o cumprimento das exigências do tribunal.
A publicidade eleitoral paga ou veiculada na internet poderá ser realizada entre 16 de agosto e 1º de outubro de 2026. Após essa data, as plataformas deverão deixar de veicular anúncios seletivos.
As regras também reforçam os controles sobre o conteúdo gerado por inteligência artificial. Três dias antes do primeiro turno, marcado para 4 de outubro de 2026, serão proibidas campanhas pagas de novos conteúdos sintéticos produzidos ou modificados por IA que utilizem imagem, voz ou expressão de candidato ou público, mesmo que identificados como artificiais.
A tendência é que, assim como em 2024, as campanhas redirecionem os segmentos de investimento para outras plataformas digitais e fortaleçam as estratégias de comunicação orgânica nas redes sociais e aplicativos de mensagens.
Com informações do jornal Poder360








