As importações caíram 57% entre janeiro e abril, enquanto o crescimento dos insumos agrícolas atingiu 39%
Os preços dos fertilizantes no Mato Grosso do Sul dispararam e aumentaram até 39% em abril de 2026 em comparação com o mesmo mês do ano passado. Uma das maiores variações foi registrada na formulação 30-04-10, fertilizante NPK (nitrogênio, fósforo e potássio), que passou de R$ 3,355 por tonelada em abril de 2025 para R$ 5,544 no mesmo mês deste ano.
Os preços dos fertilizantes em Mato Grosso do Sul aumentaram até 39% em abril de 2026 em relação ao mesmo mês de 2025, com destaque para a formulação 04 30 10, passando de R$ 3.355 para R$ 5.544 por tonelada. Ao mesmo tempo, as importações para o estado caíram 57%, e o MS Aprosoja atribuiu isso à instabilidade global, ao conflito no Oriente Médio e ao aumento da pressão sobre a lucratividade do produtor.
Segundo o boletim econômico da Aprosoja/MS (Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso do Sul), o gesso agrícola (10%), o calcário dolomítico (9%), bem como o KCl (cloreto de potássio) e o MAP (fosfato monoamônico), ambos aumentaram 3%.
Ao mesmo tempo que os preços subiram, Mato Grosso do Sul reduziu fortemente as importações de fertilizantes. O volume caiu 57%, passando de 64,4 mil toneladas entre janeiro e abril de 2025 para 27,6 mil toneladas no mesmo período de 2026.
Entre os grupos de produtos, a maior queda foi registrada nos fosfatos (P), com redução de 93,3%, passando de 15 mil toneladas para apenas 1 mil toneladas. O Nitrogênio (N) diminuiu 48%, passando de 35 mil toneladas para 18,2 mil toneladas. O potássio (K) diminuiu 19,4%, passando de 10,3 mil toneladas para 8,3 mil toneladas.
Segundo a Aprosoja/MS, no início do ano, a Bolívia respondia pela maior parte das importações de fertilizantes destinadas ao Mato Grosso do Sul, respondendo por 78% do volume. O Egito vem em seguida com 22%.
Na avaliação da entidade, o mercado global de fertilizantes passa por incertezas devido ao conflito no Oriente Médio. As restrições de oferta e as dificuldades logísticas no fluxo de produtos pressionaram os mercados internacionais e aumentaram a volatilidade dos preços.
A Aprosoza/MS observou ainda que, no Brasil, houve ligeiro aumento nas importações em relação ao mesmo período de 2025, com aumento de 15% no potássio e 6% no fosfato.
No Mato Grosso do Sul, porém, os números seguiram a tendência de queda observada nos meses anteriores, para todos os grupos analisados. Para as entidades, o cenário indica fraca demanda e estoque disponível no mercado.
Outro índice monitorado pela associação é o IPCF (Índice de Poder de Compra de Fertilizantes). Segundo a Aprosoja/MS, o índice mostra que o poder de compra dos produtores de Mato Grosso do Sul está pior que no ano passado, indicando que os preços dos fertilizantes estão subindo a uma taxa superior aos preços recebidos pelas culturas, reduzindo as margens de lucro do setor.
A associação alerta que a manutenção dos preços elevados dos principais fertilizantes reforça a necessidade de planejamento por parte dos produtores rurais, uma vez que os insumos continuam entre os itens que mais pesam nos custos de produção agrícola.









