Foram estudadas camisas do Brasil, Alemanha, Inglaterra, França, Itália, Espanha, Argentina e Uruguai.

Propaganda com o jogador Vinny Jr vestindo a camisa nas redes sociais (Imagem: Reprodução)

Vendida a R$ 749,99 nas lojas oficiais, essa parcela equivale a 17,5% da renda média mensal per capita dos brasileiros quando se toma como base os dados do Banco Mundial. Uma comparação feita pela BBC levou em consideração o preço dos uniformes oficiais no Brasil, Alemanha, Inglaterra, França, Itália, Espanha, Argentina e Uruguai, cruzando a renda média da população desses países.

A camisa oficial da seleção brasileira, vendida por R$ 749,99, compromete até 22,2% da renda média mensal dos brasileiros, segundo dados do IBGE, e 46,3% do salário mínimo. Em comparação, os uniformes representam apenas 3,7% do rendimento médio na Alemanha e 4% na Inglaterra. Os preços subiram acima da inflação: revisados ​​pelo IPCA desde 1998, devem custar R$ 438.

No Brasil, a conta fica mais pesada quando se utiliza o rendimento médio calculado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Nesse caso, a camisa comprometeria 22,2% da renda média mensal, que é de aproximadamente R$ 3.367. Se comparado ao salário mínimo, o uniforme custaria 46,3% do valor recebido no mês.

Entre os campeões mundiais, os países europeus são vistos numa situação muito diferente. Na Alemanha, as camisas representam 3,7% do rendimento médio mensal. Na Inglaterra, o percentual é de 4%; na França, 4,8%; na Itália, 5,2%; e na Espanha, 5,9%.

Mesmo entre os vizinhos sul-americanos, o peso é menor que o do Brasil. Na Argentina, a camisa oficial equivale a 9,2% da renda média mensal. No Uruguai, atingiu 9,9%.

A distorção aparece porque, convertidas em dólares em valor absoluto, as camisas brasileiras não são as mais caras. Segundo a BBC News Brasil, ele custa cerca de US$ 149,1, valor atrás de outros modelos vendidos na Europa. O problema é que, dada a renda média brasileira, os preços ficam desproporcionalmente altos.

A pesquisa mostra também que os preços das camisas subiram acima da inflação no Brasil. Em 1998, quando a Nike começou a produzir os uniformes da Seleção em parceria com a CBF (Confederação Brasileira de Futebol), a peça custava R$ 84. Corrigido pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), esse valor equivaleria hoje a cerca de R$ 438, abaixo dos atuais R$ 749,99.

Entre as Copas de 2022 e 2026, o preço passou de R$ 699,99 para R$ 749,99, um aumento de 7,1%. A variação também ficou acima da inflação acumulada nesse período, então a camisa deve custar até R$ 735.

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