A moeda dos EUA caiu 0,39% e os mercados de ações fecharam mesmo com o alívio das tensões

nota de dólar (Foto: Valter Campanato/Agence Brasil)

O dólar comercial fechou a R$ 5,02 nesta segunda-feira (1º), com queda de 0,39%, acompanhando sinais de alívio das tensões no Oriente Médio. A medida ocorreu depois que o presidente dos EUA, Donald Trump (republicano), disse que um cessar-fogo entre grupos armados em Israel e no Líbano havia entrado em vigor.

O dólar fechou a R$ 5,02 nesta segunda-feira (1º), em queda de 0,39%, após Donald Trump anunciar um cessar-fogo entre Israel e o Hezbollah no Líbano. O Ibovespa caiu 0,91%, aos 172.211 pontos. O petróleo Brent subiu 4,61%, para US$ 95,32. O Boletim Focus elevou a estimativa de inflação para 2026 para 5,09%, o 12º aumento consecutivo, enquanto a previsão do PIB subiu de 1,89% para 1,90%.

A moeda norte-americana encerrou o dia sendo vendida a R$ 5,0226. No acumulado do ano, a depreciação atingiu 8,49%. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, caiu 0,91% e encerrou a sessão aos 172.211 pontos.

Os investidores acompanharam a evolução do conflito na região ao longo do dia. Anteriormente, os mercados reagiram a relatos de que o Irão tinha suspendido as negociações com os EUA após os novos ataques de Israel no Líbano. A situação aumentou a cautela dos agentes financeiros e pressionou os preços do petróleo.

Mas no final da tarde, Trump anunciou que tinha falado com o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, e com representantes do Hezbollah. Segundo ele, as partes concordaram com um cessar-fogo, aliviando um pouco a ansiedade no mercado internacional.

Com o risco de uma escalada militar menos provável, os preços do petróleo perderam força. Ainda assim, os barris de Brent, referência internacional, subiram 4,61% e foram negociados a US$ 95,32. O petróleo WTI, referência nos Estados Unidos, avançou 5,98%, cotado a US$ 92,58.

No Brasil, os investidores também responderam à divulgação do Boletim Focus divulgado pelo Banco Central. O relatório mostra novo aumento nas expectativas para a inflação em 2026, passando de 5,04% para 5,09%. Este foi o 12º aumento semanal consecutivo.

Apesar da piora nas projeções de inflação, o mercado manteve as expectativas de cortes nas taxas de juros nos próximos anos e elevou ligeiramente as previsões de crescimento da economia brasileira em 2026. A estimativa do PIB (Produto Interno Bruto) subiu de 1,89% para 1,90%.

Nos EUA, os principais índices de Wall Street subiram durante a tarde. Na Europa, as bolsas fecharam no vermelho devido à incerteza causada pela situação geopolítica. Na Ásia, os mercados terminaram o dia sem uma direção única, em meio a preocupações com o desempenho das indústrias chinesas.

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