No primeiro turno todos os deputados apoiaram a PEC; O texto segue para análise no Senado

Vander Loubet (PT), Camila Zara (PT), Geraldo Resende (União), Dagoberto Nogueira (PP), Beto Pereira (Republicanos), Marcos Pollon (PL), Rodolfo Nogueira (PL) e Luiz Ovando (PP) representam a bancada sul-mato-grossense. (Foto: Reprodução/Agência Camara)

Oito deputados federais de Mato Grosso do Sul votaram a favor da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que reduz a jornada semanal e acaba com a escala 6×1 durante o primeiro turno de votação na Câmara dos Deputados, realizado nesta quarta-feira (27), em Brasília (DF).

Oito deputados federais do Mato Grosso do Sul votaram a favor da PEC, que reduziu a jornada de trabalho semanal para 40 horas e aboliu a escala 6×1. A proposta foi aprovada na Câmara por 472 votos a 22 no primeiro turno e 461 a 19 no segundo turno e foi ao Senado. O texto prevê uma transição de 14 meses, proíbe cortes salariais e mantém acordos separados para setores essenciais.

Entre os representantes de Mato Grosso do Sul, Camila Jara (PT), Dagoberto Nogueira (PP), Luiz Ovando (PP), Geraldo Resende (Unio Brasil), Rodolfo Nogueira (PL) e Vander Loubet (PT) votaram “sim” nos dois turnos. No segundo turno, seis parlamentares estaduais mantiveram voto favorável, enquanto Beto Pereira (Republicano) e Marcos Polón (PL) não registraram seus posicionamentos no sistema eletrônico da Câmara.

No geral, a proposta foi aprovada por ampla maioria. No primeiro turno, obteve 472 votos a favor e 22 contra. Na segunda votação, o placar terminou em 19 a 461 votos. O texto agora segue para análise no Senado, onde deverá passar por duas votações antes de uma declaração final.

A PEC alterou um trecho da Constituição Federal que garantia no máximo 8 horas diárias e 40 horas semanais com garantia de dois dias de descanso remunerado por semana. Um deles deve ser no domingo.

Hoje, a constituição só permite jornada de trabalho de até 44 horas semanais com um dia de descanso obrigatório. O modelo é conhecido como escala 6×1, comum em setores como comércio, serviços, limpeza e alimentação.

que mudança – O texto prevê um período de transição de 14 meses para adaptação de empresas e contratos de trabalho. Dois meses após a promulgação da futura emenda constitucional, os trabalhadores empregados sob a CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas) terão automaticamente direito a dois dias de descanso semanal remunerado. Na mesma fase, a jornada semanal de trabalho cairá de 44 para 42 horas.

Um ano após esta primeira redução, a jornada de trabalho deve aumentar para 40 horas semanais. Durante o período de adaptação, empresas e sindicatos poderão negociar acordos coletivos para cronogramas e escalas de reestruturação, desde que respeitem os limites previstos nas novas regras.

O texto aprovado também proíbe redução de remuneração por redução de jornada de trabalho. A garantia vale para remuneração integral, remuneração proporcional e piso salarial para categorias profissionais.

A proposta mantém a possibilidade de regimes separados para setores considerados essenciais ou que já operam numa determinada escala. Está relacionado à escala 12×36 em profissionais e trabalhadores de saúde, segurança, transporte público, limpeza urbana.

Nessas atividades, os acordos e convenções coletivas poderão prever compensação de tempo para garantir dois dias de descanso remunerado por semana, em média mensal. O texto prevê ainda que pelo menos um dia de folga ocorra no intervalo máximo de sete dias úteis consecutivos.

exceção – A PEC também faz alterações para profissionais com diploma de ensino superior que ganham mais de 2,5 vezes o teto previdenciário, atualmente equivalente a cerca de R$ 21 mil. Para este grupo, não se aplicam as regras constitucionais que regem a duração e o tempo da viagem.

Outro tópico incluído no texto discute o impacto nas pequenas empresas. A proposta prevê uma lei complementar para definir as regras de transição para MEIs (microempreendedores individuais), microempresas e empresas de pequeno porte.

Durante o processo, as organizações empresariais são pressionadas por muito tempo para se adaptarem às novas exigências. O período de transição termina após as negociações entre o Congresso e o governo federal incluírem pareceres finais.

Dois meses após o anúncio da emenda constitucional, as novas regras incluem também a perda automática de validade de convenções e acordos coletivos. A medida obrigaria empresas e sindicatos a renegociar horários e horários de trabalho.

A proposta economiza menos de 40 horas de trabalho atual. Os trabalhadores que atualmente trabalham menos horas não terão o tempo de serviço aumentado e terão direito a dois dias de descanso semanal remunerado.

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