Crescimento da Internet entre mais de 60 anos no Brasil em 2025

Entre crianças e adolescentes de 10 a 13 anos, uso de internet permaneceu praticamente estável em 2025

Idoso usa Whatsapp no ​​celular (Imagem: Arquivo)

Brasileiros com 60 anos ou mais estão aderindo cada vez mais. Dados publicados nesta quarta-feira (2) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o uso da Internet entre adultos voltará a aumentar em 2025, enquanto a taxa entre crianças e adolescentes de 10 a 13 anos permaneceu praticamente estável.

Dados da Pnad Contínua divulgados pelo IBGE mostram que 74,5% dos brasileiros com 60 anos ou mais usaram a Internet em 2025, ante 70,1% em 2024 e apenas 44,9% em 2019. Entre as crianças de 10 a 13 anos, a taxa permaneceu estável em 8,4%. O celular é o principal meio de acesso, presente em 98,7% das conexões.

Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad), 74,5% das pessoas com 60 anos ou mais usaram internet em 2025, ante 70,1% no ano anterior. Apesar de ainda ser a faixa etária com menor proporção de usuários, foi uma das que mais avançou.

Comparativamente a 2019, antes da pandemia da Covid-19, o aumento é ainda mais significativo. Naquele ano, apenas 44,9% dos idosos acessavam a Internet. Em seis anos, o percentual aumentou quase 30 pontos percentuais.

Segundo o IBGE, a expansão está relacionada à maior presença da Internet no dia a dia da população. Os serviços bancários, os serviços públicos, as compras online, a comunicação através de aplicativos e plataformas de entretenimento passaram a fazer parte da rotina, incentivando também a inclusão digital da população idosa.

Outro fator destacado pelo instituto é o envelhecimento das pessoas que já utilizavam a Internet antes dos 60 anos, o que contribui para o aumento das taxas de conexão nessa faixa etária.

Na infância e adolescência

Entre crianças e adolescentes de 10 a 13 anos a situação era diferente. O percentual de usuários de Internet atingiu 84,4% em 2025, ante 84,9% em 2024, variação considerada estável pelo IBGE.

O instituto avalia que o comportamento pode refletir um contexto de maior preocupação das famílias com a segurança digital e a exposição precoce às redes sociais. A aplicação de leis que restringem o uso de telemóveis nas escolas pode afectar este cenário.

Mas algo que mudou no ano passado foi a proibição do uso de celulares nas escolas, o que pode ter afetado os números.

Embora a conectividade entre os jovens continue elevada, a percentagem permanece abaixo do recorde de 85% registado em 2022, praticamente ao mesmo nível dos últimos anos.

O estudo constatou ainda que o telemóvel continua a ser o principal dispositivo de acesso à Internet no país, com 98,7% de acesso presente.

O IBGE reporta apenas resultados nacionais e por grandes regiões.

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