Depois que casas nas ruas Acordeon e Flauta, no Bairro Tiradentes, foram alagadas durante as fortes chuvas de domingo (17), os moradores começaram na manhã desta segunda-feira (18) a temer mais um dia de problemas que, segundo eles, são recorrentes há anos.
Moradores das áreas de Campo Grande Tiradentes e Arnaldo Estevão de Figueiredo relataram danos devido às repetidas enchentes após as fortes chuvas registradas no domingo (17). O autônomo Laurent de Souza, 18 anos, acordou de madrugada para tomar água dentro de sua casa. O lavador de carros Ademir Benitez, 46 anos, perdeu todos os seus móveis em uma enchente há três anos. Os moradores citaram os drenos bloqueados como um agravamento do problema.
O autônomo Laurent de Souza, 18 anos, disse que ficou surpreso ao ver água dentro de sua casa nas primeiras horas da manhã. Ele mora com os pais e a família se prepara para abrir uma loja, mantendo na propriedade equipamentos valiosos como baterias e carregadores.
“Trabalhei a noite toda, deixei o colchão no chão para dormir. Estava dormindo e acordei com água dentro de casa. Já estou meio preparado para esse problema, porque já passamos por isso há muito tempo. O sofá já está quebrado na madeira, praticamente perdemos o guarda-roupa, toda vez que chove não dá para fazer nada ali”.
Segundo ele, a família chegou a elevar o nível da porta da casa na tentativa de impedir a entrada de água, mas a medida não foi suficiente.
Laurent disse ainda que não irá limpar a sujeira restante, pois ainda espera mais chuva nesta segunda-feira.
O lavador de carros Admir Benitez, 46, sofreu perdas. Há 3 anos, ele perdeu todos os seus móveis em uma enchente e teve que sair de uma casa próxima.
“Faz 3 meses que me mudei para lá, minha casa inteira foi inundada, perdi todas as minhas coisas. Eu, minha esposa, três filhos e minha sogra.
Agora morando em outro imóvel próximo, Ademir contou que, dessa vez, a água quase chegou novamente à sua casa.
“Ontem não houve enchente na minha casa, mas estava perto. Até ajudei uma mulher que parou o carro na estrada. Levantamos as tampas dos bueiros, porque estava tudo bloqueado”, comentou.
Moradores de bairros próximos também relataram problemas semelhantes. Maria Conceição, 55 anos, presidente do Beiro Arnaldo Estevão de Figueredo, disse que a situação se repete há anos.
“O que acontece aqui (em Tiradentes) é igual conosco. Essa situação já acontece há anos, quando chove muito, inunda tudo. Essa Rua da Flauta leva a água, o esgoto nunca sustenta”, destacou.
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