Casos reduzidos em até 76,9% com mais 56 mil doses aplicadas no estado e avanço da vacinação

Mosquito Aedes aegypti na pele de uma pessoa (Imagem: Divulgação)

Mato Grosso do Sul investigou mais uma vez duas mortes suspeitas de dengue, mas, até terça-feira (1º), o estado não registrou nenhum óbito confirmado pela doença em 2026. No mesmo período do ano passado, já foram registrados 12 óbitos

Mato Grosso do Sul registrou redução de 60,2% nos possíveis casos de dengue em 2026, com 5.134 notificações ante 12.888 no mesmo período de 2025. Os óbitos confirmados permaneceram zero, ante 12 do ano anterior. A incidência caiu de 185,6 para 42,9 casos por 100 mil habitantes. A vacinação avançou com mais 56,2 mil doses aplicadas, um aumento de 33,6% em relação a 2025. O estado investiga duas suspeitas de morte pela doença.

Atualmente na 21ª Semana Epidemiológica, a SES (Secretaria de Estado de Saúde) atualiza semanalmente os dados de casos prováveis ​​e confirmados, divulgados por meio do Boletim Epidemiológico de Dengue e Chikungunya.

Segundo documentos divulgados nesta terça-feira (2), o estado tem 5.134 casos potenciais, bem menos que os 12.888 registrados na mesma semana de 2025. A diferença representa uma redução de 7.754 notificações, o que equivale a 60,2%.

A queda também é percebida nas confirmações, que passaram de 5.117 no ano passado para 1.184 neste ano, queda recorde de 3.933, variação de 76,9%. O efeito mais significativo é na mortalidade.

Embora ainda não haja mortes confirmadas em 2026, já foram 12 em 2025, sendo a primeira registrada em 11 de janeiro. Apesar das circunstâncias mais favoráveis, o estado investiga duas mortes esta semana. Outros três suspeitos já haviam sido analisados ​​na semana anterior.

O boletim também aponta queda na incidência da doença. Em 2025, a taxa era de 185,6 casos por 100 mil habitantes nesse período. Em 2026, cai para 42,9.

A vacinação registou progressos. A aplicação da primeira dose aumentou 31,7%, enquanto a segunda dose aumentou 60,4%. Como resultado, a cobertura vacinal aumentou 18,3 pontos percentuais na primeira dose e 16,9 por cento na segunda dose. No total, foram administradas 56,2 mil doses a mais que no ano anterior, um aumento de 33,6%, indicando maior adesão da população à campanha.

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