Após denúncia, o Ministério Público abriu inquérito civil para analisar os pagamentos aos dois consultores
O procurador de Justiça de Bella Vista, Gabriel Machado de Paola Lima, abriu inquérito civil para apurar ainda mais o pagamento de diárias a dois vereadores que, segundo a denúncia, ultrapassou R$ 100 mil ao longo de 2025. Em um caso, após apresentação de comprovantes de viagens para comunicações políticas, foram contratados mais de R$ 0 mil.
O procurador de Bella Vista, Gabriel Machado de Paola Lima, abriu inquérito civil para apurar o pagamento de diárias a dois vereadores, que pode ultrapassar R$ 100 mil em 2025. As investigações analisam participação em viagens, cursos e agendas políticas de Campo Grande. A câmara disse que o pagamento obedeceu às regras e há provas documentais.
Na investigação preliminar, o Ministério Público obteve uma série de documentos enviados pela Câmara, incluindo arquivos administrativos usados para comprovar o pagamento de viagens e diárias. A mesma entidade possui diversos certificados de cursos realizados em Campo Grande (MS), que têm diferentes focos na atuação política e chegam a R$ 4,8 mil por participante devido à estadia de 4 dias.
O levantamento já contém cerca de 200 páginas de comprovantes de pagamentos, relatórios e certificados destinados a comprovar a participação em cursos e visitas políticas a conselhos municipais, órgãos públicos e assembleias vizinhas.
Segundo a investigação aberta em janeiro deste ano, um conselheiro recebia cerca de R$ 40 mil em diárias, enquanto outro recebia cerca de R$ 60 mil.
Uma consultora recebeu R$ 8.400,00 por 2 viagens a Campo Grande em agosto do ano passado. O primeiro pagamento, no valor de R$ 3.600,00, refere-se à participação em seminário de 3 dias realizado no início do mês. A segunda diária, R$ 4.800,00, corresponde à participação em curso com duração de 4 dias.
Em julho, o mesmo assessor recebeu R$ 6 mil por 3 viagens para Campo Grande (MS). Destes, 2 são para participação em seminários e 1 para visita ao gabinete do Governador. Seminários e cursos eram oferecidos na capital, muitas vezes pela mesma empresa. Na página de transparência da câmara é possível verificar que os valores e diárias atribuídos aos cursos promovidos pela mesma entidade são recorrentes para colaboradores com mais de 1 mês, pagos em mais de 1 mês.
O presidente da Câmara, Ghonatan Irlan Torres, disse a este repórter que enviou os documentos e esclarecimentos ao Ministério Público. Em nota, disse que a Câmara só aprova diárias de acordo com o regulamento, sempre com comprovação de trabalhos realizados, como participação em eventos, cursos, treinamentos ou agenda oficial.







