Maquinário colhe soja em campo no Mato Grosso do Sul. (Foto: Arquivo/Aprosoza)

Seguindo decisão do CMN (Conselho Monetário Nacional) publicada na última terça-feira (20), os produtores rurais de Mato Grosso do Sul ampliaram agora o acesso a linhas de crédito para investimento em tecnologia, inovação e compra de máquinas.

Os produtores rurais de Mato Grosso do Sul vão ampliar o acesso ao crédito para tecnologia e maquinário após decisão do CMN publicada nesta terça-feira (20). Essa medida permite que pessoas físicas e empreendedores independentes da agricultura, pesca e aquicultura celebrem contratos de financiamento com recursos do FAT, repassados ​​pelo BNDES, antes limitados a pessoas jurídicas.

A medida autoriza produtores individuais e empreendedores individuais a contratar financiamentos com recursos do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador), que é repassado pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).

A mudança substitui as regras anteriores, que restringiam parte das atividades às empresas formais como pessoas jurídicas. Com a nova resolução, os trabalhadores do agronegócio, da silvicultura, da pesca e da aquicultura também poderão ter acesso à linha com o objetivo de modernizar as atividades produtivas.

O financiamento poderá ser utilizado para aquisição de máquinas, equipamentos, softwares de gestão, sistemas de monitoramento, automação e digitalização da produção. O governo federal avalia que essa medida pode aumentar a produtividade no campo e impulsionar as vendas de equipamentos agrícolas.

No Mato Grosso do Sul, a Aprosoja/MS (Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso do Sul) disse que as novas regras poderão facilitar o investimento em eficiência operacional e gestão rural.

“Os produtores agora têm maior acesso a ferramentas que os ajudam a ganhar produtividade e modernizar propriedades”, disse Rafael Flores Jimenez, analista econômico da entidade.

Ele considera, porém, que o produtor precisa avaliar o impacto financeiro antes de tomar crédito.

“Uma análise cuidadosa da capacidade de pagamento e do retorno económico do investimento é essencial, especialmente no contexto de taxas de juro elevadas e de aumento dos custos financeiros”, afirmou.

Os recursos utilizados nas operações são provenientes do FAT, que é fornecido principalmente por meio de contribuições do PIS (Programa de Integração Social) e do PASEP (Programa de Formação de Patrimônio do Servidor Público). O dinheiro é repassado ao BNDES, responsável pela gestão do programa de financiamento ao investimento produtivo.

Segundo o governo federal, as operações utilizam a TR (taxa referencial) como base de remuneração, o que pode reduzir os juros em relação às abordagens tradicionais de mercado.

Antes da mudança, os produtores classificados como pessoas jurídicas utilizavam essas linhas principalmente para reestruturação financeira, concessão de crédito e substituição de passivos com juros elevados, principalmente em períodos de quebra de safra e aumento dos custos de produção.

As operações poderão ser contratadas diretamente com o BNDES, subsidiárias da instituição ou bancos autorizados a transferir recursos.

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