Valentina Saleci, amiga próxima do motorista, disse que conversou com ele apenas 25 minutos antes do acidente fatal. Nessa conversa, Ernestine parecia feliz, amorosa e entusiasmada com a viagem que organizou com o filho Benício.
A morte de Ernestina Paisa, aos 54 anos, continua a causar choque e tristeza. Apresentadora, jornalista e atriz morre após ser atropelada por Tren de la Costa a caminho de show Divórcio do anoObra de José María Muscari, da qual participou.
Em meio à dor, nas últimas horas foi conhecido um depoimento particularmente chocante: o da amiga íntima de Ernestina, Valentina Saleci, que revelou ter falado com ela apenas 25 minutos antes do acidente fatal.
Esta última conversa, longe de qualquer sinal de despedida, mostrou Ernestina num momento de entusiasmo, intimidade e projetos. Ela ficou feliz com a notícia que a amiga acabara de lhe dar e também planejava uma viagem à Europa com o filho Benício.
Qual foi a última conversa de Ernestine Pais antes de morrer?
Valentina Saleci disse Manhã com Mori que ainda não consegue superar o choque do que aconteceu. A jornalista lembrou que conversou com Ernestina pouco antes de sua morte e a conversa foi calorosa, casual e cheia de amor.
“Falei com ele 25 minutos antes de ele morrer e estou em choque”, disse Salezzi, emocionado com a proximidade da conversa final.
Segundo ele, nessa conversa ele compartilhou novidades pessoais com ela, e Ernestine reagiu com prazer. “Ela estava muito feliz”, lembrou ele. Esse detalhe, simples e ao mesmo tempo enorme, torna a história ainda mais dolorosa: poucos minutos antes de sua morte, Ernestine estava lá para receber uma amiga, comemorando algo de bom que havia acontecido com outra pessoa.
O plano de Ernestina Paisa com seu filho Benício
Durante o mesmo depoimento, Valentina também revelou um dos planos de Ernestine. O motorista combinou uma viagem para a Europa com Benicio Guyot, seu único filho.
“Ela foi muito boa, ajudei-a a organizar uma viagem à Europa com o Ben”, disse Salezi.
A frase tocou pela dimensão íntima que revelou. Ernestina não ficou presa à dor nem ao passado: planejou, pensou em passar um tempo com o filho e planejou experiências especiais com ele.
Este passeio, que nunca se concretizou, surge agora como um dos últimos sonhos do piloto.
Ernestina Paisa viveu um momento de reconstrução pessoal
A amiga de Ernestina também falou sobre o dom que o motorista vivenciou. Segundo ela, não consumia álcool há mais de um ano e esse processo lhe trouxe muito orgulho.
“Ela não usava há um ano, estava muito feliz, estava comemorando”, disse Valentine.
Ernestina tinha falado repetidamente publicamente sobre o seu consumo problemático e o seu desejo de progredir. Ultimamente, ela também tem trabalhado, atuado, escrito um livro sobre sua vida e se reconectado com projetos que a entusiasmaram.
Por isso o depoimento de Saleci é tão comovente: mostra uma Ernestina ativa, amorosa, presa pelos seus laços e com planos para o futuro.
“Foi uma distração, foi um acidente”
Diante das versões e especulações que surgiram após a tragédia, Valentina Salezi foi clara. Ela não precisa procurar explicações onde não há.
“Foi uma distração, foi um acidente e não resiste a mais análises do que esta”, disse ele.
A jornalista também acrescentou informações importantes sobre a última troca: quando Ernestine atendeu, ela ainda estava em casa. Pouco depois, ele foi ao teatro onde fez um show naquela noite.
A última conversa que dói mais a cada dia
Talvez o que há de mais comovente nesta história seja a sua simplicidade. Não houve grande despedida ou frase de mau presságio. Houve conversa entre amigos, partilha de novidades, alegria genuína e um plano familiar.
Ernestina Paisa morreu minutos depois de conversar com uma amiga que hoje se lembra dela com carinho e descrença. E este último discurso deixa uma imagem profundamente humana: a de uma mulher que continuou a celebrar os outros e a sonhar com momentos com o filho até ao fim.







